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11 dezembro 2011
Nas horas tristes… tchau!

Compartilhar tristezas parece um sacrifício em um tempo de relações superficiais

Em um determinado instante da vida, geralmente em meio a horas ruins e de turbulência, surge a informação direta (ou indireta, em duras atitudes) de que compartilhar momentos ruins não é interessante como poderia ser. De repente fica claro que a alegria é a única que interessa, que gera atração; no entanto os acontecimentos tristes da vida, fruto do acaso ou mesmo de falhas normais a qualquer ser humano, não fazem (de forma alguma) parte do contexto. É neste momento que vem a lembrança de que estar por perto na hora de risadas, gargalhadas ou momentos de paz e tranquilidade é muito fácil. Na verdade, todos querem compartilhar conquistas ou aquisições – desfrutar da alegria. Porém, ao menor sinal de tempos contrários, de nuvens escuras (ainda que passageiras, longe de serem parte de uma tempestade) as companhias escorregam pelos dedos gerando decepção por acreditar que, por alguma razão, estas se fariam presentes em todos os momentos. Aparentemente não há nada mais atual do que acompanhar o bom e se virar na hora do ruim, compartilhar a alegria e fugir da tristeza, sob justificativas completamente superficiais ou ilógicas.

É lamentável.Infelizmente, são raras, pouquíssimas, aquelas pessoas que fazem companhia e não apenas acompanham; que lhe dão a mão, e não só caminham por perto; que são ouvidos e não só presença. Em um tempo onde perder um minuto de suposta alegria parece ser um grande sacrifício, as pessoas se isolam e se afastam do mundo como se isso fosse garantir algo de bom. Porém, é nessa atitude que cada um se afunda mais em seu próprio egoísmo. Dar a mão, oferecer um abraço, conversar, tudo isso (tão simples!) deixa aos poucos de existir. Os relacionamentos são tão superficiais, são tão materiais, que nada (ou pouco) resta como essência. Resta lembrar, com carinho ou mesmo com admiração, daqueles se colocam disponíveis para estar por perto em todos os momentos, mas principalmente nos difíceis que são os que mais pedem por apoio – e com a mão amiga se tornam sombras passageiras em estações felizes. No mais, o desejo de que tudo isso seja apenas uma fonte de ensinamento. Porque na verdade, entre detalhes de um contexto completo, são os momentos tristes que fortalecem amizades e são estes que marcam a história, seja por uma mão estendida ou pela mera segurança de saber que ali ao lado, por perto (ou bem longe) há alguém com quem você pode contar.

Deixe um comentário em "Nas horas tristes… tchau!"
  1. Luciana Pereira
    12/12/2011

    Infelizmente, isso é tão verdade…

  2. Amanda Medeiros
    12/12/2011

    Infelizmente, mesmo… Bem triste, Lu.

  3. Milton Alberto Albuquerque
    13/12/2011

    Amanda. Infelizmente hoje em dia as pessoas estão obcecadas pelo egoismo, o materialismo, o individualismo, o consumismo que se esquecem que o verdadeiro amigo é aquele que ri e chora junto.