Orgulhar-se de ser o que é e quem é, sempre focando em ser o melhor que se pode ser
Fiquei feminista, assim, quase que como um estado de espírito. Comecei a achar que são loucas aquelas que jogam com interesses. O que ganham? Não ganham nada. Todo presente material pode ser comprado com esforço, ainda que demore muito mais tempo do que leva com um cartão de crédito sem limite entregue nas mãos.

Voltei a gostar de saias, de vestidos, de peças que valorizam o quadril e marcam a linha da cintura. Lembrei que, além das calças, coletes e camisas, existem detalhes que são só nossos, de decotes aprofundados à tecidos suaves como a sede que não apenas valorizam a beleza feminina mas são uma massagem na alma, um presente para o ego. O melhor? Tudo isso não precisa ser aplicado para eles, pode ser abusado por nós – e para nós. Mais do que isso, entendi que apostar no guarda-roupa essencialmente feminino não muda quem sou, não é regra para ser mais ou menos respeitada.
Deixei de julgar, passei a acreditar que o que funciona com um, talvez não funcione com outro. O que um acredita ser bom, talvez pode mesmo ser bom. Entre carências e crenças, a verdade que fica é que talvez a sua solidão esteja muito mais em você do que no mundo. E que, mesmo acompanhada, você estará sempre sozinha se não enfrentar seus monstros.
Larguei a chapinha, deixei de lado o medo da balança. Lembrei que até pouco tempo eu vencia ela sem preocupação e que não era escrava de nada, muito menos de uma dieta. Fiquei super feliz ao redescobrir minhas maquiagens, as cores, as sombras e a cor viva do blush. Tudo o que duplique as linhas do rosto, os traços femininos, é claro, da face. Deixei de lado o preconceito com a própria feminilidade.
E ficou assim. Se entregar, e apegar, ao que parece ser mais conveniente não resolve um problema difícil de decifrar, destes que envolvem cifrões, passado e,mais do que tudo, instabilidade emocional. Da mesma forma, querer resolver as questões da vida abusando de elementos essencialmente masculinos não é a única saída. Entre se amar e amar os outro, duas opções de impacto semelhante e poder idêntico.
Assim, antes de amar ao outro, ame a você. Ame suficientemente para ser capaz, e forte, para resolver os seus problemas sem se esconder em desculpas passíveis à vítimas – vítimas da vida. Daí a importância de assumir a sua realidade, abraçar a sua essência, brincar com o que você é e sempre será.








estou passando por isso, me descobrindo de novo…
Melhor post dessa semana!!!
Obrigada!!!!