Conversinha Fashion » 2011 » novembro
30 novembro 2011
Não é uma Chanel, mas…

Não precisa custar uma fortuna para funcionar bem. Ótimas marcas nacionais são opções para quem está apaixonada por sapatilhas à la chanel

Se investir $500 dólares, ou quase mil reais, em uma sapatilha não é realidade para você, assim como não é para 99,9% das pessoas do mundo, vale buscar por modelos semelhantes que gerem um efeito similar. Sim, a peça é linda e super versátil, exatamente como dizem por aí. Essas sapatilhas femininas, de bico redondo e ponteira em cor contrastante (ou complementar) são um charme e funcionam bem com os mais variados tipos de look. No entanto, essas mesmas referências podem ser facilmente encontradas em mil marcas de calçados que já adoramos – e realmente consumismos. Santa Lolla, Arezzo e Shoestock são algumas delas e, aliás, ilustram esse post.

Dizer que uma sapatilha da Chanel ou Repetto (que custa por volta de $250, mais amiga!) vai durar a vida toda não procede, porque por mais incrível que seja a qualidade do produto ele está sujeito a deterioração natural do uso ou mesmo aos tristes efeitos do tempo. Se as bolsas ficam desgastadas, sem graça, os sapatos ficam ainda pior por estarem em contato frequente com o chão – a não ser que você seja uma diva que caminha por tapetes de seda acolchoados.

Colega, segura na minha mão e vem comigo. Sua sapatilha pode não ter as charmosas letras cruzadas logo na ponta, ou no calcanhar (um grande símbolo de status) mas você pode fazer composições super elegantes com modelos semelhantes que vão ser igualmente confortáveis e muito menos caros. Assim, você pode até ter os mil reais para investir em sapatos, mas por alguma razão acha mais legal ter seis sapatilhas, em cores variadas, no lugar de uma só. Questão de escolha, certo? E se você acha que vale a apena fazer essa compra, tudo bem também. Por que não?! Questão de prioridades. =)

Já que essa sapatilha fofa e útil é super prática, ótima peça para se ter no guarda-roupa, vale procurar aquela que combina com seu gosto, bolso e necessidades. Nos looks que ilustram o post, todos com sapatilhas Chanel, um mundo de ideias que servem mais para comprovar o quanto o calçado pode ser interessante para a vida. Funciona super bem com vestidos, calças curtas, estampadas, shorts e saias e conversa tanto com o ambiente formal quanto com o informal. Entre o bicolor e o liso total, o metalizado e o fosco, um pouco do que já é parte da realidade de mercado.

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29 novembro 2011
Um rapper do tipo elegante

Americano de ascendência cubana, Pitbull dá show de elegância adaptada em um universo no qual formalidade pode ser puro desastre

Ok, isso pode soar um pouco estranho mas Pitbull, rapper americano de sangue cubano, é um dos meus artistas preferidos na atualidade. O som dele é ótimo para dançar, relaxar, pensar em nada, encarar uma estrada e esquecer dos problemas. Além das parcerias animadíssimas que geram esse som legal, que incluem J.Lo, Paulina Rubio, Mark Anthony, Usher, Enrique Iglesias e tudo mais, o estilo de Pitbull é bem interessante, uma mistura latina de elegância e personalidade aflorada.

Ternos alinhados, ousadia na combinação de cores. Roupas ajustadas, sem serem coladíssimas demais. Uso de estampas, padrões clássicos em contraste à cabeça raspada e um toque despojado ao deixar a gola da camisa um pouco soltinha.

Bom, essa elegância foi construída aos poucos, trabalhada com muita sabedoria. Pitbull é a prova de que as músicas mais “marcantes” não precisam estar sempre ligadas a excesso de ouro, calças rasgadas, coladas, ou mesmo peças super largas complementadas por exageros sem fim. Pior? Aquela jovialidade da roupa de quem ainda não assimilou que é uma estrela do showbis.

 

Bom gosto talvez não venha no DNA, mas pode ser inserido na forma de vestir e portar. Por que não?! E pode ser aplicado no contexto de cada um. Essa latinidade, ainda que emprestada, ganha graça com ternos bem cortados e alinhados. Por fim, uma mistura que gera um bom resultado.

 

E para mostrar o clima, atualizei o post com esse comercial da grife Lanvin, super bem lembrado pela Camila do Sim, Senhorita!. =)

28 novembro 2011
Equação do vestir: trabalho

Devemos ter em mente que passamos muito tempo trabalhando e que a roupa para tal tarefa requer especial atenção

Muitas pessoas adoram aplicar a ordem do guarda-roupa de trabalho mais simplório e seco que o guarda-roupa “da vida”. Ou melhor, investem muito mais na roupa de sair, de festejar, e passear, do que na roupa do dia-a-dia. Bom, essa lógica não é lá a melhor lógica do mundo. Pense em quantas horas diárias você gasta trabalhando. São muitas. Se você trabalha oito horas por dia, que é relativamente normal, você passa quase 1/3 da sua semana com essa roupa tal, e se você pensar que passa outro 1/3 dormindo, esse número de oito horas diárias é metade do seu dia e metade da sua vida! Ufa, deu para entender a lógica da coisa?! Então vamos lá.

Investir nas roupas do trabalho é uma boa ideia, até porque são peças que você lava com muitíssima frequência e que, assim, sofrem maior desgaste. As calças, camisas, blusas e calçados de trabalho, que podem ser aproveitados também na vida pessoal, são super importantes e não devem ser renegados a uma segunda categoria. Não cola aquela história de: “Ah, é só roupa para trabalhar… pode ser qualquer coisa”. O trabalho, ainda que cansativo, deve ser algo que gera prazer e orgulho. Assim, passar tanto tempo com roupas medianas ou inadequadas,que geram infelicidade, é apostar em um tipo de visual igualmente infeliz. Por sua vez, se o seu trabalho não lhe faz feliz, e lhe dá vontade de não sair da cama nunca mais, talvez seja o momento de buscar novos desafios ou mesmo dar uma guinada na sua história. Digo isso porque a roupa reflete um estado de espírito e se este não é lá dos melhores, diferentemente do que acontece nas outras partes da sua rotina, vale tentar interpretar as mesagens enviadas e buscar uma história melhor, mais feliz.

Pois então. A roupa de trabalho, assim como as outras, requer plenejamento, principalmente no quesito quantidade. É necessário ter um tanto suficiente para suprir suas carências diárias, evitando a falta ou o exagero. Também é importante evitar a tal paixão doentia pelo visual profissional, super extrema, que faz com que o tipo de peça basicamente domine o guarda-roupa, faltando peças para a vida pessoal. Essa equação de quantidades e necessidades é primordial para nortear o que estrutura o seu dia-a-dia; ou ao menos é a representação de uma das suas primeiras atitudes deste que você nasceu – o ato de vestir-se para encarar mais um dia.

27 novembro 2011
Extensões do homem

Meios de comunicação e, por tal razão, extensões do homem, adornos como a roupa complementam o que somos e mandam suas mensagens

A informação de que a roupa é uma extensão do homem já não é novidade, afinal vivemos e sentimos diretamente o efeito de tal teoria. O que nos passa em branco, por vezes por mera distração, é o impacto dessa extensão em nossa vida – e os outros elementos que complementam, ou trabalham juntos, com tal característica. Inclua nisso a decoração da sua casa ou mesmo a organização da sua mesa de trabalho. Sua forma de adornar, organizar e levar a sua vida é um complemento do que você é e, também, da sua relação  com o meio no qual você está inserido. Inclua, aí, grupos ou cidades, estruturas que moldam ou mesmo ditam as regras e orientações para o nosso dia-a-dia.

Quantas foram as vezes que nos sentimos emocionalmente mais perto ou distantes de certos locais? Em viagens, percebemos a possibilidade de morar naquele local, de viver com aquelas pessoas, ou então nos pegamos com aquele desejo urgente de voltar para casa, com saudade daquele ambiente que respira como você e que lhe faz sentir de fato bem. Isso acontece porque comunicamos o que gostamos e somos o que vivemos. Mais do que pensamentos lógicos, fáceis de entender após um primeiro momento, trata-se de luz que por vezes passa despercebida e serve como dúvida permanente sobre a razão ou motivação para nossas escolhas. Pelo desejo de pertencimento, buscamos o que realmente combina com nossa essência e com nossa personalidade, e somos permanentemente abalados (de forma positiva e negativa) por tal interação.

Você decide por um tecido tal, mas não sabe porque gosta dele. Talvez a textura, o peso, talvez a cor… a obrigação de vestir, já lembrada aqui, faz com que busquemos algo que nos complemente e que está de acordo com as regras básicas do mundo que vivemos. Essa associação de escolhas e decisões possui forte peso na nossa vida e pode ser fator de maior satisfação e felicidade quando sabemos exatamente que as ligações existente são as que queremos e que tudo o que estamos vivendo e sentindo é o que precisamos.

Quase sempre a busca por serviços de consultoria de estilo entra como uma ferramenta para alinhar estes desejos, descobrir detalhes que, por uma razão ou outra, ficaram perdidos no tempo e no espaço.

Assim, mostrar-se nu ao mundo não é uma escolha de vida. Desde o tempo em que deixamos de viver em tribos, e abandonamos a limpa e simples relação de total interdependência e ligação entre membros, passamos a agir segundo  novas normas que fizeram com que nossas expressões fossem caladas, silenciadas em prol de uma tal evolução coletiva. De repente, o corpo dizia muito mais do que deveria ser dito e cobrir a essência, em um jogo de crescente “falsidade”, passou a ser regra. No entanto, voltamos a interagir como em aldeias e estamos diretamente ligados pela facilidade da informação, que caminha rapidamente pela rede que faz de todo o mundo um só. Ainda assim, mesmo com nossa carência de dependência, exemplificada pela necessidade apresentada pelo homem de contar mais sobre sua vida, intimidade e privacidade, continuamos encontrando nas roupas e em todas as formas de adorno, e ostentação, uma maneira de burlar expressões que continuam sendo apresentadas com certa falsidade.

Se o complemento do corpo, como roupa, é tão poderoso, ele merece tal cuidado, mesmo para que a mensagem transmitida seja o mais pura possível, capaz de valorizar o que realmente somos, queremos e acreditamos ser capazes de ser. A roupa é uma extensão nossa; por sua vez o nosso grupo, nosso conjunto, é uma extensão de todos nós.

Hoje, na aldeia global em que vivemos, somos inspirados e afetados por referências diversas, com a facilidade de um clique. Ferramentas como Pinterest, Tumblr, além de blogs e twitter, nos bombardeiam constantemente com modelos de beleza e estilo que nos inspiram facilmente. São pessoas que nunca estiveram no nosso grupo direto, pessoas com as quais nunca iremos conversar (muito provavelmente), mas ainda assim elas estão perto de nós e, como num ciclo constante, nós estamos perto delas. Ligados pela rede, somos levados pela interação da modernidade que diminui distâncias culturais, quase que ao ponto de eliminar características puras de um determinado grupo. Bom, ou ruim, é o reflexo da atualidade que massifica e estimula a admiração por certos deuses, olimpianos da era digital que são assimilados como referência.

Então, você diz… e eu com isso? Seria ao menos útil, e por essa razão bom, ter noção do jogo no qual estamos envolvidos. Na brincadeira de consumo, tendência, compras e posses, ser, e fortalecer o seu estilo e a sua identidade (como ser único e como parte do grupo) é sair na frente, sem acabar como uma vítima de um jogo de interesses. Contar sua história, deixar seu recado, mostrar do que você é capaz de ser. Se revelar como mais do que uma roupa, lembrando que o corpo é a extensão dos adornos e estes trabalham para nós, não o contrário – ainda que fortemente poderosos e capazes de exercer sua profunda manipulação

As frases são de Marshall McLuhan, retiradas do livro “Os Meios de Comunicação – como extensões do homem”.

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24 novembro 2011
Fruto da Sabedoria

Amadurecer em todos os sentidos, conquistar a confiança e deixar de lado o medo de não agradar. A terceira idade carrega certos presentes

Com idade avançada a experiência apresenta suas vantagens, que incluem sabedoria, auto-conhecimento e noção apurada do que cada se gosta, ou não. Por razões que não cabem analisar, ou jogar na mesa, o que acontece com muitos idosos (ou nem tão idosos) é o claro abandono da vaidade e dos cuidados com a beleza, desencadeando em um processo forte de baixa auto-estima. Os efeitos disso tentem a não ser nada positivos… claro. No entanto, quando o cenário é outro, o que vemos é coragem para ousar e expor a intimidade com peças e composições que contam histórias de vida e revelam mais do que tendências.

Já não é de hoje a história de que roupas contam histórias. Para algumas senhoras e senhores, isso é mais que realidade. Cada peças ou acessório do look pode ser parte de uma conquista, de um momento passado que deixou sua marca, incluindo permanentes traços de felicidade. Demais pensar que as coisas que usamos hoje, principalmente as peças de mais qualidade e os acessórios requintados, podem fazer parte do nosso futuro, compondo nossa imagem para daqui cinco, dez, ou vinte anos. Alguns elementos vencem o tempo.

O que vale, sempre, é a história de não deixar a peteca cair. Não são marcas na pele, rugas ou mesmo mudanças na silhueta que tiram nossa beleza. Muito pelo contrário, temos que sempre ter em mente que há muita beleza nessas histórias! Envelhecer é parte de um processo muito maior… é um detalhe em meio a um conjunto de transformações que vão bem além da aparência. Podemos e somos incríveis da forma que somos hoje e, mantendo tal confiança, seremos ainda mais impecáveis com o decorrer do tempo. Mas o que não podemos esquecer é que ser impecável é um estado de espírito, e não tanto uma característica visual. Deixando a insegurança de lado e colecionando boas lembranças seremos capazes de superar o medo do tempo e, por sua vez, encarar de frente os anos que são parte de nossa trajetória.

Aquele medinho de ousar, do início da adolescência, já ficou para trás. Aliás, muito já ficou para trás, abrindo espaço para ótimas notícias. Nunca é tarde para explorar sua identidade visual, brincar com o que faz seus olhos brilharem e compor looks variados da forma que lhe deixa feliz. Manter essa ideia viva, aos 20, 30, 40 ou 70, é um desafio. Manter vivo o desejo de viver é resultado de anos de felicidade… de tempos de paixão constante pela vida.

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