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20 outubro 2011
Sempre elas, decepções

Decepções são lições de vida e orientações para manter-se atento até mesmo entre sentimentos de carinho.

Criamos grande expectativa quanto as coisas e as pessoas, talvez por isso mesmo nos decepcionamos tanto. Imaginamos que vontades e crenças são similares, quando na verdade o que é considerado amizade para um pode ser visto como meros laços de sangue, para outros. Mais do que isso, os olhos cegos dos momentos de felicidade da vida levam a crer que tudo o que acontece é eterno e que os momentos passados juntos já não importam mais. As pessoas são assim quando resumem sentimentos em trocas financeiras e fazem suas escolhas meramente por luxo, sem pensar com cabeça fria e mente limpa que certos acontecimentos são o reflexo direto de traços de interesse e afinidade momentânea.

As decepções aparecem, talvez, por pouca vivência, ou mesmo por acreditar na bondade humana. Talvez, também, por inocência ao pensar que as pessoas se mantêm sempre puras e incríveis como eram, e que não serão corrompidas por cifras ou transformadas por más companhia. Mais do que isso o convívio diário trás a dura realidade de que máscaras podem ser construídas no contato à distância e que não há idade para fingir ser o que não é. Assim, começam a aparecer traços de interesse e de manipulação que cegam até mesmo as mentes mais sábias, aquelas que não enxergam o que qualquer desconhecido consegue perceber. Entre decepções, lições de vida que colocam na mesa a difícil orientação de não confiar em ninguém ou de, ao menos, não se cegar por sentimentos de carinho e afeto. Quando estes se vão, escorregam pelos dedos, fica a imagem clara do que foi deixado de lado por muito tempo – talvez até mesmo por esperança de que a história pudesse mudar. No fim, não existem pessoas perfeitas. Estas, as falsamente perfeitas, são as que mais escondem suas maldades e manipulam entre olhares de anjo todos aqueles que rodeiam. Em jogos de interesse, a facada final já nem machuca mais.

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