Conversinha Fashion » 2011 » setembro
30 setembro 2011
Só nos quadrinhos

Na decoração os quadros são tendência. Essa referência com um toque de colecionador é apaixonante e, mais do que isso, super simples de aplicar.

A decoração com quadrinhos é encantadora e seduz pelas inúmeras possibilidades que oferece. É possível brincar com o seu universo, com suas referências, de formas distintas – preenchendo todo e qualquer espaço vazio. Ambientes de moradia ou trabalho precisam ser interessantes, alimentando o descanso ou a produtividade. Cuidar dos detalhes de decoração, por tal razão, é primordial!

Para os que não gostam da ideia da acumulação de quadros, vale também apostar em um único depositado em local de destaque, como ponto central do ambiente. Esse recurso já tão utilizado pode, também, contar sua história. Por vezes um único elemento cheio de significado é mais importante do que uma sucessão de gravuras e mensagens.

Organizados de forma milimétrica, jogados quase que por acaso, de cores alegres ou neutros preto e branco, não há limite. Para funcionar basta ter em mente acabamentos que conversem com os móveis do cômodo e imagens, gravuras, retratos ou pinturas que tenham algum significado dentro daquelo contexto.

É legal pensar não só no óbvio das imagens populares, mas em elementos que são parte de uma história. Flores, símbolos, textos, referências famosas, letras de música, trêchos da Bíblia, tudo isso pode ser eternizado (até que chegue o desejo de mudar tudo e começar do zero). No contraste com papel de parede ou com paredes trabalhadas a possibilidade de potencializar o efeito interessante.

As molduras podem ser as mais variadas, com ou seu vidro, com ou sem margem. Vale, ainda, pensar em espelhos ou ideias alternativas, como pranchetas ou porta-retratos que saem de seus lugares e caem em paredes. Não ter medo de ousar é, então, o que gera um efeito tão interessante.

Cuidar da casa é cuidar da alma, assim como cuidamos de nossa imagem pessoal e de nosso guarda-roupa. Para se sentir bem, para voltar para casa feliz e satisfeito, é preciso ter um espaço aconchegante e envolvente. Isso não demanda grandes investimentos, demanda, muito mais, um pouco de pesquisa e vontade. Convoque o pai, marido, vizinho ou namorado para ser seu marceneiro e entre nessa.

29 setembro 2011
Precisamos?

É impossível vencer o jogo das compras. Talvez, melhor seja aceitar as alegrias da vida e experimentar o que, literalmente, não tem preço.

Precisamos? E, mais do que isso, do quanto precisamos para viver? Já é fato que temos, e acumulamos, muito mais do que o necessário. Pensando em itens de guarda-roupa, entre roupas e acessórios, temos o suficiente para suprir nossas carências físicas e emocionais. Temos centenas, e centenas, de itens que nos dão o suporte e a coragem que não encontramos em outras partes da vida.

Por que tantas compras e aquisições?! São as oportunidades imperdíveis, a última chance, que alimentam as vontades loucas de comprar mais, mais e mais. As últimas tendências, as grandes novidades, aquilo que ainda vai virar tendência! Um poço sem fim de onde saem desejos ilimitados.

Comprar em território nacional, por exemplo, já não é mais o bastante. As viagens internacionais cada vez mais frequentes e as fontes de transporte com taxas, ou sem, levam a uma guerra sem fronteiras onde ganham, ao menos superficialmente, aqueles que conseguem trazer primeiro a peça desejada entre bloguers e revistas. No tempo das aparências ter parece ser sinônimo de poder. Porém, tudo isso se mostra extremamente estranho e falho quando confirmamos pela própria experiência de vida que toda essa loucura não tem fim. Eterna e triste essa grande confusão, porque ela gera frustação e insatisfação permanente. Não há como lutar contra as mudanças do tempo e a velocidade das novidades. É preciso se controlar… colocar na mente que nesse jogo de posses sempre teremos menos do que poderíamos ter.

Tensões, e emoções, cada vez mais desnecessárias. Talvez são estes elementos, da compra e da vaidade, que nos auxiliam a fugir um pouco dos problemas da vida real, daqueles que não podem ser solucionados com um parcelamento ou com uma compra cartão de crédito (mais uma!). Para o que não há preço, também não há rota de fuga. Alimentar novos problemas, nem que seja a falta de espaço, é uma das mais vivas tendências da pós-modernidade. Difícil ou quase impossível resistir a essa onda de compras e gastos, de desejos e anseios. É entre suspiros de vida, de risadas e de experiências realmente engrandecedoras, que se encontram a respostas para o que é impossível comprar. Viver de forma intensa é gastar o que não tem preço.

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27 setembro 2011
E o crochê apareceu de vez

Quando a tendência invade as ruas é hora de repensar formas de aplicação, dando um toque pessoal à referência.

Há quem considere o crochê uma tendência difícil de usar. Porém, essa afirmativa não convence. O trabalho artesanal, ou de toque artesanal, pode ser extremamente eficiente para aplicar feminilidade em looks pesados ou mesmo trazer um pouco de diferenciação à texturas já usadas de diversas formas, como o jeans ou o couro.

 Na imagem acima, looks da marca mineira Clair que faz um trabalho incrível de crochê. Chique e requintado, com o melhor do artesanal.

O que gera o caimento do crochê é o peso de seus pontos e o tamanho das aberturas. Quanto maior os espaços, e mais grossa a linha, mais peso visual é agregado. No caso de linhas finas, amarradas em construções delicadas, o resultado é igualmente suave garantindo lugar para sobreposições ou misturas inusitadas como as que estão sendo vistas nas ruas e nos blogs de street style. Já falamos aqui sobre ele, já conversamos sobre essas características, mas parece que só agora, com ares de primavera e verão, o trabalho começa a invandir de vez as passarelas urbanas.

Jogar com peças moderninhas super funciona, sejam camisas jeans, coletes de brim ou blusinhas de seda. O que importa, as vezes, é quebrar um pouco da referências caseira que a peça feita manualmente (ou que possui esse espírito) carrega. Os comprimentos curtos, por exemplo, são mais simples para oferecer um caimento leve.

Nos pés, as sapatilhas e os sapatos delicados ressaltam o toque romântico da produção enquanto botas e saltos plataforma quebram a referência e enviam outro tipo de mensagem. Nesse mesmo sentido os cardigans garantem ainda mais feminilidade enquanto as jaquetas de couro jogam mais drama e modernidade. O jeans, por sua vez, reforça o que hippie e as peças de alfaiataria contrastam com perfeição.

Por fim, vale a ideia de trabalhar com o crochê como ponto central, assumindo o toque despojado e livre que a peça oferece. Acinturar com uma faixa, ou cinto, ajuda a reforçar a elegância enquanto o toque soltinho assume o tom despojado da produção. Sem grandes detalhes, ou esforço, apostar na tendência (seja ela qual for) com suas ideias e com os elementos do seu guarda-roupa.

25 setembro 2011
Jogos de vingança

Entre razão e emoção, desejo de vingança e real esquecimento… superar quer dizer deixar para trás.

Na vida existem momentos de chances, de opções, de escolhas que podem piorar ou melhorar nossas vida. Essas mesmas escolhas, com suspiros de mudança, podem estragar o que está funcionando perfeitamente bem, o que nasceu para dar certo. São as tentações, os testes que parecem vir para medir o quanto realmente queremos algo, que indicam o quanto estamos dispostos a abandonar para seguir nesse caminho. Ceder. É impossível ter tudo, mas é possível ter o que mais precisamos naquele exato momento.

Não há como saber se as decisões tomadas foram acertadas, ou desastrosas. É com o tempo que aparecem as respostas e estas, até mesmo estas, não são garantia de nada. Seguir o coração é um dos conselhos mais rasos existentes, mas ainda assim é um dos mais reais para certas situações – quando não para todas. A razão carrega muita lógica, carrega uma visão seguida por padrões que nem sempre são válidos para uma vida real, vivida por pessoas repletas de sentimentos. Entre razão e emoção, entre lógica e sensibilidade, a maior dúvida de qualquer e todo momento.

Assim como é possível defender emoções, é possível defender a razão. Ir pelo lado racional também é importante, principalmente para dosar os prós e contras. É aí, nesse simples detalhe, que a fórmula faz sentido. Entre momentos de felicidade, paz, tranquilidade, diversão e cumplicidade por que arriscar um outro lado repleto de referências opostas? Lágrimas, raiva, decepção, sentimentos e sensações que ficaram para trás. Mera vontade de tentar de novo por vingança? Em jogos de vingança quem mais perde é aquele que, por alguma razão, quer deixar sua mensagem final. O outro, já nem sei importa mais – e nunca importou. Entre razão e emoção, vingança e esquecimento, a realidade que superar quer dizer deixar para trás – dizer adeus, de corpo e alma, e viver intensamente aquilo que lhe faz feliz.

22 setembro 2011
E na camisaria feminina…

A camisaria feminina acertada é aquela que consegue traduzir seriedade sem deixar de lado charme e praticidade. 

Não há mulher que resista a elegância de uma bela camisa feminina. A peça possui diversas versões, mas as mais interessantes são aquelas que sugam a classe do guarda-roupa masculino e jogam com a essência feminina. É fato que com uma bela camisa qualquer mulher fica incrível! Os acompanhamentos, ainda que interessantes, caem para segundo plano. Dizer como combinar, então, é totalmente dispensável. Junto a calças, saias, coletes ou shorts as camisas são, brancas ou não, essenciais no guarda-roupa de toda e qualquer mulher. Basta escolher qual a versão mais interessante para você.

Referência na camisaria feminina nacional a Dudalina se baseia em elementos de sucesso da camisaria masculina para reunir elegância e charme, valorizando a personalidade da mulher. Talvez essa seja a fórmula de sucesso. Corte impecável, detalhes diferenciados e acabamento perfeito. As peças são pensadas para a mulher de negócios, mas combinam com qualquer estilo de vida e rotina. O que não se pode negar é que o perfume contemporâneo garante a beleza e modernidade das peças. Mistura irresistível!

O tecido é o que dita o caimento. Ele é elemento importante em qualquer camisa, seja ela masculina ou feminina. Como ponto de partida ele deve ser complementado por um corte impecável, de preferência acinturado, que marca as curvas da silhueta – ou ao menos que ressalte as mesmas. Outro charme fica por conta dos detalhes, dos botões de madrepérola, por exemplo, aos acabamentos com tecidos estampados ou viés de veludo. Da mesma forma, interessante o contraste entre tecidos. Outra referência atraente são os punhos ou golas em tecidos contrastantes, saindo do padrão liso e seco.

Ainda há mais. Assim como nas vontades femininas, que querem abusar de peças do guarda-roupa masculino sem perder a feminilidade, a camisaria acertada é aquela que consegue traduzir seriedade sem deixar de lado charme e praticidade. Nesse feeling masculino, de essencia feminina, o segredo para ter como curinga essa peça que pode e deve morar no guarda-roupa de toda mulher – seja ela empresária ou não (mero clichê).

Achei a camisa listrada com punho floral tão linda que repeti ela na montagem. Ops. As camisas são, todas, da Dudalina. Para mim não há nada igual no mercado nacional.