Entre as belezas possíveis, algumas demandam trabalho e esforço - quase uma prova de dedicação.
Ok, este editorial é antigo, mas nem por isso menos atual. Foi publicado, originalmente, na Allure de Setembro do ano passado - aquele mês em que todas as publicações arrasam nas páginas, com a revista mais completa do ano. Nele, uma brincadeira ou interação com itens de beleza e estética que são parte da rotina da mulher. De maquiagens à máscaras, passando por pentes e sutiãns, o esforço para ficar (ainda mais) bela.
De forma menos específica esse editorial lembra, bastante, um outro super antigo da Vogue Itália, do Steven Meisel, do qual já falamos aqui no Conversinha. Só que nele as plásticas eram cenário e, até mesmo, personagem; já aqui, a beleza direta é o foco. Conceitos cada vez mais atuais, temáticas que encontramos facilmente no nosso dia-a-dia – por isso a fácil identificação. Momentos que todas as mulheres passam ou vão passar.
Isso lembra, também, que nem toda beleza é simples ou pode ser rapidamente alcançada. Muitas vezes vemos mulheres incríveis, impecáveis, e temos aquela forte tendência a culpar a vida e a genética pelo que não somos. Mas, calma lá. Essa beleza produzida, da maquiagem, cabelo impecável e roupas glamurosas é a beleza do projeto, do planejamento; ela é fruto de esforço, de tempo, de investimento financeiro e muito mais. De uma forma ou de outra, a beleza fabricada por ser alcançada por qualquer pessoa e é mesmo por isso que conseguimos observar um amplo número de elementos que se repetem em diversas mulheres (por exemplo) consideradas bonitas. A beleza mais simples, natural, é outra e possui sua característica de delicadeza, ou mesmo o exótico. Enfim, o que marca é a ideia da brincadeira chocante e envolvente de mostrar os bastidores da vaidade feminina de forma caricata. Nada novo, mas perfeitamente atual.
Nas imagens, as tops Anja Rubik e Lily Donaldson fotografadas por Mario Testino. Styling de Paul Cavaco.







Comentário Fechados.