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02 julho 2011
Mais que mera coincidência…

Se um mar de coincidências joga em terra uma onda de passado, colocando em céu claro e solo firme o que parecia ter ficado para trás, há a opção de virar as costas ao que gerou dor e sofrimento ou brincar com esperança e alegria com o que pode transformar memórias em imensa felicidade.

A vida, por vezes, pede esclarecimentos… mas somos orgulhosos ou preguiçosos demais para ir atrás desses pontos finais. Adoramos as tais reticências… Histórias já encerradas, páginas viradas, apesar de todas as evidências de livros fechados algo que reaparece, certos detalhes que, ainda que indiretamente, incomodam e precisam ser expostos. Fica a permanente sensação de que há algo mais para solucionar, para resolver. Assim, o que faltava ser colocado na mesa, a própria vida trata de revelar e é dessa forma que histórias que haviam terminado pela metade começam a ser amarradas. Não há como negar a coincidência dos fatos, a maneira como certos encontros (perfeitamente bolados pelo acaso) levam a esse momento de tamanha perfeição. Ah, o acaso. Este que, com grande sabedoria, tudo pode e tudo faz. Frases que ficaram soltas no ar voltam e, assim, ainda ferem; erros passados, ou acertos evidentes, como um presente. Nessa hora o tão desnecessário jogo de egos, a briga entre personagens orgulhosos. Daí, são tantas as possibilidades ofertadas pela vida que fica difícil, até mesmo, interpretar o que há de além e o que é mero tropeço da rotina, o que não deveria estar lá. Para tudo há um motivo?! Nessas falhas passageiras, e nos reencontros após drásticos e traumaticos desencontros, o que querermos para um futuro melhor?! Continuar o que ficou em aberto, tentar novamente com o que já era passado, reconstruir uma história com desfecho surpreendente. Como os autores de uma novela temos o direito de brincar com nosso próprio enredo, sabendo, claro, que em se tratando de personagens cheios de histórias paralelas é impossível tentar amarrar um desfecho pensando apenas em uma saída; e se são esses personagens repletos de autonomia, não há como prever o resultado final dessa jogada. Assim, reabrir apenas o que trás frutos do bem e esquecer, mais que rapidamente, histórias que remetem a tristeza e/ou infelicidade. Por isso não insistir em jogar com a sorte ao reabrir caixas já mofadas – deixar de lado o que só têm cheiro de dor. Se foi bom, tudo bem… valorizar, relembrar e quem saber recomeçar?! Coisas da vida que, dia após dia, surpreende com suas mais que incríveis e calculadas coincidências. Quem não gosta de se sentir parte de um grande romance?!

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