Conversinha Fashion » 2011 » junho
13 junho 2011
Inspiração que vem do meio

Gosto muito de um tipo de visual que é bem incorporado pelo ambiente, quando a roupa parece conversar com o meio no qual está inserida. Isso é importante e pode ser trabalhado de inúmeras formas, pensando não em uma interpretação direta e óbvia do que é adequado, mas caminhos inúmeros que fortificam mensagens. É exatamente isso que os stylists fazem na produção de catálogos de moda, estes que servem para atiçar nosso desejo de compra – quase que nos levam para aquele local cheio de sensações e emoções.

Se as peças são neutras, leves, suaves, doces, o ambiente parece carregar essa mesma sensação – potencializando o clima definino pela coleção. Para um dia de sol, calor, traduzido nas cores do sol, o mesmo pode ser visto nas paisagens e nas tonalidades. Tudo é fresco, transparente e real.

Já pensou como não funciona inserir uma roupa de praia em um dia de neve? Ou mesmo que estranho é uma bota pesada em um dia de forte sol e calor? A falta de harmonia e coerência é veneno para a beleza – sem exagero. E digo a beleza que não se discute, a que está fora dos padrões e que entra no adequado ou inadequado.

Já num clima contrário, forte e quente, a referência máxima é de roupas igualmente leves, e curtas, porém com uma transparência bem mais velada – ainda com toques de verão. O que reforça a ideia, o conceito, é o cenário. Podemos pensar que na vida, no nosso dia-a-dia, interagimos com diversos locais, inúmeras paisagens, assim como vemos (e adoramos) nos catálogos e editoriais das marcas e revistas. Para ousar, basta se inspirar.

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11 junho 2011
1 Camisa, inúmeras utilidades

Ninguém discute, ou discorda, que camisas são os maiores curingas do guarda-roupa feminino. Independente do estilo, das vontades, é possível aplicar essa peça de inúmeras maneiras, sem limitações. A camisa branca, então, é a face da versatilidade. Importante ter, ao menos, um modelo no guarda-roupa, seja para quando for.  

Utilizada soltinha, largada, gera um efeito despojado e relaxado; ótima alternativa para acompanhar uma calça jeans, comprimentos encurtados ou mesmo saias/vestidos em sobreposição. A peça trabalhada mais rente ao corpo, ajustada, é mais elegante e afina a silhueta – criando uma delicada linha de cintura. Para esse efeito basta apostar em cortes perfeitos, estruturados por linhas que acompanham o corpo e tecidos de alta qualidade. Por ser uma peça quase que essencial, fácil, ela merece um investimento um pouco mais alto; é a lei do custo x benefício.  

 

Até mesmo a forma de uso da manga, ou do abotoamento, pode ser trabalhada em prol de uma silhueta mais incrível – com muito conforto. Dobrada até a altura dos cotovelos a camisa disfarça braços cheinhos e ressalta um dos pontos sempre magros do corpo; aplicada sobreposta a uma blusa justinha, e utilizada aberta, escondo pneuzinhos laterais e alonga o tronco por desenhar uma longa linha vertical; já aplicada para dentro da camisa é fonte fácil de elegância e refinamento. As imagens são ótima fonte de inspiração, justificando sua aquisição e, obviamente, utilização.

09 junho 2011
Transbordando amor…

Semana inspirada no amor, certo? O Dia dos Namorados permite um sentimento um pouco mais meloso e lembra da eterna existência das camisas com recados, as quais devemos, sempre, ter plena consciência do recado emitido – muitas vezes em línguas diferentes das nossas. Sabendo o que está sendo revelado vale se divertir com mensagens e indiretas, brincando com sentimentos e, até mesmo, pequenas revoltas. A moda pode, muito bem, comunicar de forma óbvia – sem ser apenas e exclusivamente através das texturas, tecidos e cores. Não há mal nenhum em deixar seus recados.

O legal é saber que toda essa ideia carrega um conceito jovial, que pode ser reforçado pelos complementos. Para quebrar um pouco desse clima basta inserir as camisetas com mensagens dentro de um universo um pouco mais sério, de calça, blazer ou cores neutras. Importante, apenas, saber que a mensagem deve estar atual para sua vida e contexto – o que facilita a interação com as brincadeiras que naturalmente surgem, entre conversas e olhares, com aqueles que rapidamente lêem e interpretam o que você, por escolha, decidiu comunicar.

Como sempre, é essencial haver essa coerência entre vestes e momento, entre mensagens e desejos. De nada adiantar estar, na roupa, pedindo amor e ter uma atitude contrária. É estranho, ao menos na minha opinião. No mais, fofura esse contraste entre camiseta larguinha e comprimento encurtado, que pode ser aplicado com perfeição nesse inverno sem combinado à meias grossas ou mesmo sobreposição de legging, short/saia/vestido e bota. Look camadas é otimo.

Agora todo mundo finge que não viu a camiseta repetida na loucura da designer (oi!). Todas as blusinhas são F21.

08 junho 2011
Só pra constar…

Buscamos a perfeição no que somos e, principalmente, em que estará com a gente no nosso caminho. É algo natural, talvez construído desde a infância quando começamos a idealizar o homem perfeito – sem nem perceber. Trata-se do sonho do príncipe encantado, perfeito, do estilo que observamos nas histórias de princesa e nos traços dos reis (com suas rainhas). Infelizmente, ou felizmente, a vida real é bem diferente e traça um caminho totalmente oposto ao que imaginamos quando crianças. Nem por isso deixamos de idealizar, de sonhar; continuamos criando fortes expectativas a cada pessoa com a qual trocamos olhares, a cada conversa ao pé do ouvido e troca de mensagens e ligações. Bom, ou ruim, somos ainda mestres em sonhar com o que nem existe – ainda. Homens, claro, fazem o mesmo – porém em graus menores, o que tende a deixar a bola nas mãos deles. Já percebeu? Acontece que essas expectativas, por mais superficiais que sejam, são retratos sinceros do que sonhamos para nós. É através delas que podemos interpretar o que esperamos para nosso futuro. Claro que se prender a um modelo da perfeição é apenas uma maneira de buscar sofrimento, já que estaremos sempre nos decepcionando. Já manter um nível muito baixo de cobrança, ou padrão, é, da mesma forma, se rebaixar e, igualmente, pedir para sofrer. O meio termo, sempre, é muito difícil de conquistar. Relevar, medir, repensar, aceitar que ninguém é perfeito é o primeiro passo para a conquista de um bom relacionamento em qualquer área da vida. Entre amores, amizades, parentes e colegas, uma multidão que tenta seguir o melhor caminho – resta saber qual caminho possui semelhanças com o seu.

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06 junho 2011
A medida do comprimento

Uma das dúvidas mais marcantes na questão comprimento (saia/short/vestido) é qual o limite para ser feliz, sem vulgaridade. A verdade é que não há regra, como sempre, mas existem pequenos fatos que geram uma leve coerência entre mostar e esconder. Cada corpo é diferente, por isso os curtos variam muito (de resultado e resposta) dependendo da silhueta em que são aplicados. É visível que coxas mais grossas, marcadas, tendem a ser mais sensuais que as mais finas – com isso as meninas de pernas longas e de poucas curvas podem apostar, muito mais, nos super curtos para quase qualquer ocasião. Já quem possui coxas grossas deve focar, mais, no famoso midi que fica entre o mini e o médio com (quase) classe. O midi, de forma geral, é uma boa aposta para quem não quer cobrir demais. O comprimento mediano, por fim, pede cuidado, pois tende a fatiar a silhueta quando termina exatamente abaixo da linha dos joelhos; o padrão mais ideal é aquele que repousa cerca de dois dedos acima da linha (final) dos joelhos, gerando um resultado natural e confortável.

De toda forma quando mostramos muito na porção inferior fica a lógica, básica, de cobrir um pouco da porção superior – ou mesmo trabalhar com a base de meia calça que gera uma sensualidade um pouco mais discreta, já que mostramos as linhas sem de fato revelar por inteiro pele e tudo mais.

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