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14 maio 2011
Desserviço à silhueta

Certas roupas não deveriam existir. Num mundo perfeito as roupas seriam construídas pensando em valorizar as mais diversas silhuetas (femininas ou masculinas) e todos ficariam lindos e confortáveis escolhendo as peças mais adequadas. Simples assim. Salve as crianças como exceção, que podem e devem ousar (!) na experimentação, as peças, dentro de seu tempo, deveriam ser pensadas para satisfazer a necessidade natural do homem de se sentir belo e atraente – algo fixo em todos os tempos. Porém, como o mundo as vezes é louco, existem peças, tendências ou sugestões de composições que são um desserviço à sociedade. Indiferentemente da marca, do preço, da época, algumas coisas fogem da silhueta padrão que buscamos atualmente. Qual essa silhueta? Alongada, curvilínea e saudável. Saindo desse ponto, que seduz 95% das pessoas, vamos ao que importa. O que evitar?

Peças com linhas horizontais entre a região de quadril e cintura encurtam muito o tronco e acabam gerando a sensação de barriguinha. Pelo que sei, e lembro, ninguém gosta de ter barriguinha, então o melhor é investir em linhas verticais, leves e sem volume nessa região.

Blusas ou camisas muito pesadas, estruturadas, não devem ser usadas para dentro da peça inferior, pois acabam gerando um volume exagerado que esconde as curvas e criam a sensação de volume extremo na região. Como resultado um corpo visualmente gordinho, que é resultado do blusê mal feito. Lembrando que o bom efeito blusado, afofado na base, sai de tecidos fluidos – com bom caimento.

Calças com muitos detalhes, volumes, dobras e quebras acabam ampliando demais a região de coxa, que é motivo de preocupação para grande parte das mulheres brasileiras. Importante lembrar que quando mais tecido, mais volume visual temos como resultado; no caso de estruturas armadas esse resultado é ainda mais assustador.

Cortes quadrados em tecidos pesados são sempre complicados, ou quase sempre. Os tecidos mais firmes, estruturados, pedem cortes bem definidos para não destruir a silhueta. Atenção especialmente para linhas retas que descem dos ombros à base. Vale só para pijama e olhe lá.

Esse olhar é bem particular, ok?! Não há regra para se sentir bem, para sentir que está valorizando a silhueta. As indicações, ainda que superficiais, são fruto de uma certa experiência prática – tentando, dia após dia, deixar a mulherada mais feliz com sua imagem.

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