Conversinha Fashion » 2011 » abril
29 abril 2011
Vale sorrir para a vida

A beleza de Kate Middleton é indiscutível. Clássica e atemporal. Mas algo a deixa ainda mais radiante, encantadora e bela. O sorriso, sempre estampado no rosto, faz dela o símbolo que éok, que se constrói, até o momento com muita sabedoria. Cercada pela imprensa, ela sorri; encarando o casório altamente vigiado, ela sorri mais ainda… quando não sorri por inteiro, sorri com o canto da boca e deixa aquele rastro de naturalidade em seus atos. Isso serve de lembrança, reforçando o que já foi dito aqui no Conversinha inúmeras vezes, do valor dos detalhes que saem de dentro para fora. Não adianta estar com o visual impecável, o corpo magro e malhado, a conta bancária recheada se o rosto carrega um visual pesado e carrancudo. A simpatia está em se mostrar satisfeito com a vida. Claro que não é da personalidade de toda pessoa ser sorridente ao extremo, mas isso é algo que em pequenas doses pode e deve ser trabalhado. De forma alguma rir o tempo inteiro é necessário, até porque sorrir se diferencia demais de rir… porém, e sempre, essa abertura que há no simples ato de mostrar um rosto aberto e iluminado (leia-se: dentes) pode abrir portas e garantir o sucesso nas novas, e boas, oportunidades. A vida sorri para quem sorri para a vida.

29 abril 2011
Quanto vale?

Num tempo de valores estratosféricos e preços altamente inflacionados, em partes por motivos secundários, o que se vê são itens de moda  beirando pequenas fortunas. O efeito pesado já não é de hoje, é fruto de uma crescente onda de supervalorização do “ter”, na qual a moda parece a vítima mais perfeita. Paciência. Se você não é uma rica herdeira, e/ou sabe o valor do dinheiro, a dúvida sempre fica quanto a questão do investir, sabendo que nem sempre uma etiqueta grifada é garantia de alta qualidade – mas não mesmo. Nem por isso marcas até ontem populares, ou outras medianas, podem simplesmente trocar etiquetas e cabides criando coleções absurdamente caras para o que são. Enfim, quanto vale? Quer saber?

Quanto vale o tecido?

Muito relativo. De forma geral, tecidos ásperos, pesados ou finos ao extremo (que desmacham) são de baixa qualidade; se sintético, abra os olhos. O bom tecido não abafa, não gera atrito com a pele, não incomoda e não pesa. Seja de frio, ou calor, o caimento trás conforto, sensação de abraço. Desconfie de tudo o que lhe deixa muito irritada.

Quanto vale o acabamento?

Fios soltos, botões caindo, costuras abertas, linhas tortas, tudo o que sai do padrão gera esse resultado de erro ou falha. A perfeição tem um custo, a boa costura sai cara porque custa caro manter boas costureiras e profissionais que não precisam produzir dezenas de peças em um dia… peças, essas, que não sentem nem o cheiro de controle de qualidade.

Quanto vale o design?

Uma peça atual, moderna, de corte e forma diferenciada, lembrando uma referências fresca e nova, vale mais que algo ultrapassado e batido, com perfume de passado. Reproduções atrasadas, tardias ou fora do contexto atual são fruto de cópias mal feitas ou criações de estilistas pouco, ou nada, incríveis.

Qual o custo real?

Difícil medir o custo real de uma peça, mas é fácil mensurar por alto o valor daquela roupa. Basta imaginar quanto sai a roupa feita em uma costureira. A roupa industrializada, padrão, deve custar menos que a roupa de costureira – por motivos simples. Costureiras, medianas à boas (deixo fora as incríveis), costumam negar sistematicamente pedidos e convites de grandes facções porque não querem trabalhar no desgaste de uma fábrica por salários por vezes mais altos mas que custam horas e horas de trabalho a fio. Fora que caimento perfeito e roupa sob medida são algo diferente.

Quero? Preciso? Gosto? Vale?

Ok, a roupa é legal e tem um preço justo. Pode ser cara, mas é de tal marca ou veio de tal loja super bacana não sei lá onde… mas e aí, você realmente gostou ou está sendo influenciada pelo momento?! Só para lembrar que nem sempre o que é dito por aí traduz de fato uma realidade de amor ou admiração. No mercado, e na mídia, tudo é feito na base da troca de favores, valores e presentes. Daqui pouco tempo a peça de três dígitos da loja de fast fashion já não vai ser mais nada… porque a marca já vai ter lançado mais sei lá quantas coleções super especiais e únicas.

E o mesmo vale para as roupas afortunadas das lojas de luxo. Fazer a conta do custo na sua vida é o que importa para ver se a mesma vale, ou não, o investimento. Seus desejos, suas prioridades, suas vontades. O que importa mais? Bons jantares o ano inteiro ou uma bolsa cara? Viagens divertidas ou aquele sapato? Se você pode tudo, não se sinta mal – pelo contrário. Agradeça ao universo e comece a pensar na questão da quantidade. Até quando precisamos de tanto? As vezes a compra compulsiva justifica ou preenche outros vazios; as vezes a sorte da riqueza mascara carências que nem podemos explicar. Ter por ter, em tempo de sentir, é pura bobagem.

27 abril 2011
A vez da calça ampla

Esqueça a obsessão da moda pela calça vermelha, pela calça de couro, e comece a pensar em você. As calças amplas, quase pantalonas, são elegantes acima de tudo requintadas. Deixam aquele rastro de mulher poderosa que muitas vezes tentamos alcançar com outros tipos de peças menos ousadas. Por mais que o padrão da calça ampla seja simples, sem muitos detalhes, a peça tende a assustar muito pelo rastro ajustado das calças afuniladas que nos acompanham a tanto tempo. O hábito das pernas cobertas por tecidos justos pode, e deve, ser quebrado. É mais que hora de mudar. Uma boa alternativa, claro, é a calça que desce reta, fluida e ampla dos quadris à barra.

Funciona muito bem por diversos motivos, além da elegância. Mas, falando em corpo que é o que muitas vezes mais importa, fica a dica de que esse tipo de modelagem, solta, disfarça culote e vários tipos de imperfeições na região de bumbum e pernas. Para agregar um pouco mais de peso visual no bumbum, que pode ficar achatado com tanto tecido na barra, pode-se pensar em bolsos trabalhados ou mesmo em blusas sobrepostas um pouco mais alongadas na região trás – servem os cardigans. Outro detalhe que assusta é o jogo de volumes que pode ser solucionado com uma mera compensação de formas ajustadas na porção superior e um pouco mais pesadas nos pés.

Até mesmo os volumes possuem níveis variados que devem estar adequados à questão do peso visual. Mulheres mais baixas e/ou magras com calças menos amplas; mulheres maiores/altas com calças mais marcantes.

26 abril 2011
Mala grande também vale

Quem foi que disse que temos, sempre, que viajar com uma mala pequena, compacta e prática?! A verdade é que essa regra é válida e útil apenas pela facilidade que a mesma oferece. Não há como negar que é difícil e trabalhoso carregar muito peso e que um grande volume de roupas pode, muito bem, gerar confusão na hora da seleção. No entanto alguns momento ou fatos inspiram uma mala mais volumosa, mais gostosa. Quando você viaja a lazer, sem tanto compromisso com horários ou formalidades, vale deixar fluir a criatividade e o desejo de se fantasiar de moradora local. Daí que um leque amplo de peças ajuda bem nessas escolhas, por mais que a montagem de look possa ser realizada ainda em casa. Outro detalhe importante, e real, é que algumas viagens fazem com que certa peças fiquem impraticáveis após um único uso. Cidades ou locais quentes, abafados, que pedem caminhadas ou coisas do tipo não permitem tanto o uso repetido das roupas – mesmo os shorts/calças. Como lidar com maresia?! Ficar sujinha é uma opção?! Jamais. Lavanderia funciona para viagens longas ou hotéis eficientes; viagens curtinhas, pelo próprio espaço de tempo, não dão tanto essa possibilidade. Cada um com suas vontades e com a ideia de que a mala grande, volumosa e cheia de ideias só é válida se possui peças variadas de propostas e utilidades diferentes.

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25 abril 2011
Vamos nos permitir…

Cidades transpiram sensações e referências, apontam direcionamentos e maneiras de seguir a vida; são formas de lidar com o que há, artimanhas para encarar a rotina e o dia-a-dia. O Rio, por si, inspira curtir cada momento e levar os problemas com mais leveza e suavidade. No lugar de horas e horas de cara amarrada a ideia de sentir a natureza, numa troca com o meio e com o cenário sempre tão perfeito – seja em dias de sol ou chuva. Assim, nada mais natural, que pegar de uma cidade um pouco do que ela tem para oferecer… e o Rio lembra a música de Lulu Santos (tão linda quando cantada por Marisa Monte) que diz “vamos viver tudo que há para viver”. A melodia, envolvente e suave como uma caminhada pela orla, mostra essa simplicidade do povo carioca, essa forma toda fácil de receber e interagir. De repente aprender algo fica fácil em meio a pessoas que trocam olhares, estímulos, palavras de apoio; de repente tentar algo novo é muito mais fácil e divertido em um ambiente que estimula as diferenças. Sem preconceitos, sem julgamentos. Um local onde todos, ao menos em alguns instantes, se encaram como iguais. Na tão democrática praia as palavras que vieram de quem entende exatamente o que há com aqueles que não pertencem à aquele lugar… a importância de deixar de ver a vida passar e fazer algo, o valor de viver de fato novas experiências e se jogar completamente naquilo que pode trazer bons momentos de diversão. E assim vai… “a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação… que se tem direito do firmamento ao chão”.