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21 março 2011
Precisamos de Regras?

Regras são boas quando servem como orientação, alimentando nossa imaginação com referências teoricamente adequadas a nossa vida. No tocante da moda, e da imagem, elas são meio certo de cortar possíveis inseguranças, dúvidas que vivem planando nas nossas mentes. No entanto as mesmas podem acabar destruindo grandes potenciais e desestimulando a criatividade a partir do momento em que ficamos acomodados com a opinião externa – com o olhar externo palpitando em nossas escolhas, fazendo a parte difícil para nós. Pensar cansa. Por isso as regras, seguidas à risca e cegamente, devem ser deixadas de lado dando lugar a outro tipo de exercício mais estimulante. Pensemos em análises profundas seguidas de indicações com ramificações diversas.

Trabalhar com regras direcionadas, feitas sob medida, é começo para uma boa história. Primeiro porque generalizações, do tipo silhueta com formato de fruta, são maldosas e se aplicam a conjuntos traiçoeiros. Diferentes como somos temos nossas particularidades, aquelas coisas que fazem de nosso corpo, ou estilo, uma reunião de mínimos detalhes que tanto influenciam no resultado geral. O mesmo se dá para a questão estilo pessoal… complicado dizer que somos só românticas, elegantes ou mesmo modernas. O que essas concepções e conceitos fazem é massificar… e isso, por si só, já faz a moda se não tomarmos cuidado.

O que deve ser trabalhado ao máximo dentro de qualquer trabalho de consultoria ou busca pessoal de uma imagem melhorada é essa relação entre cliente/leitor, conceito e orientações. Claro que se aprofundar nas informações é desejo de uma limitada parcela das pessoas, que de fato está disposta ou empolgada com todo o processo do aprendizado. Para os que querem a informação mais mastigada, pronta e aplicada (nada contra, muito pelo contrário) a importância de que o profissional esteja apto a valorizar a individualidade  da pessoa e não a aplicação de fórmulas. Somos tão diferentes, não? Apesar de vontades semelhantes, de buscas por vezes básicas, temos na nossa essência o desejo de ser notado em meio a segurança da aceitação. Vamos, então, ter nossas regras.

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