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03 março 2011
Batalha em Outlet

Ok, viagem aos Estados Unidos significa descontos. Fato. Sim, eles existem. Sim, eles são lindos e sedutores… porém sem um plano de ação bem detalhado tudo pode sair dos trilhos e, com isso, as compras deixam de ser tão incrivelmente produtivas quanto podem ser. As peças das marcas cobiçadas são mais baratas do que no Brasil, claro, mas nem por isso saem de graça. Além disso a regra do bom desconto vale para qualquer gasto – o que faz com que o produto deva merecer o custo da aquisição.

Primeira falha básica percebida entre sacolas e pulinhos saltitantes é a compra de peças péssimas apenas pela relação marca/preço. Em outlets há muito resto, há muito lixo; são coisas que ninguém mais no mundo inteiro quis (sem exagero). Modelagens extremamente erradas, tecidos com problema, costuras estragadas e detalhes mal acabados. Roupas de mil novecentos e lá vai bolinha. O resto do resto. Levar só por levar é assinar um contrato onde você se diz merecedor de… resto. Nem como presente essas coisas (coisas!) valem a pena. Fica o rastro de que você comprou apenas porque era barato e nem a super marca compensa o impacto negativo.

Outra falha, comum, é o efeito mágico causado pelos descontos fictícios. Muitos produtos, principalmente os mais atemporais, carregam descontos que não existem – estipulados pela super valorização da peça no preço de etiqueta. Isso pode ser visto facilmente em bolsas e óculos de sol clássicos, os quais não precisam ser liquidados por serem atemporais. Nos jeans grifados o mesmo também acontece, enganando facilmente os desavisados.

Agora, voltando ao que disse logo no começo, o plano de ação para boas compras pode (e vai) funcionar como um bom plano de guerra. Estratégia! Os vencedores são aqueles que sabem onde estão pisando (estou empolgada, eu sei). Antes de entrar no espaço dos grandes outlets utilize uma das listas de loja como forma de reconhecimento de campo, marcando em quais você pretende entrar. Pelo mapa é possível ver o que fica perto do que, poupando tempo e esforço com caminhadas eternas para lá e para cá. Separadas por prioridades as lojas podem ir sendo analisadas, tomando sempre o cuidado para não gastar mais tempo do que deve em um único local. Tempo é desconto! Procurar, procurar e procurar a exaustão é o tipo de atitude que diminui as chances de outras boas compras. Esse planejamento é importante já que geralmente os grandes outlets ficam um tanto quanto fora da cidade, e em alguns casos o custo de deslocamento é um pouco alto. Fora que nem todo mundo quer gastar a viagem inteira comprando e gastando… principalmente em cidades cheias de outras coisas legais para fazer. Já pensou no custo da passagem e da hospedagem? Se for só para comprar melhor gastar tudo por aqui mesmo. =)

Sobre a minha experiência. Fui a dois outlets da rede Premium, um em Las Vegas mesmo e outro lá por NY.

Considero, na minha opinião, o de Vegas muito melhor pela facilidade e comodidade. Você consegue chegar facilmente pelo ónibus da cidade ($7 o passe para um dia, $20 para três – vale super a pena) e é pertinho, o que facilita ídas parceladas. Fomos duas vezes, em dois momentos distintos. Todas as marcas clássicas estão por lá e há uma boa variedade de tipos de lojas que ficam bem misturadinhas – de beleza à artigos esportivos. Atenção apenas para os cantinhos que acomodam grandes e boas lojas.

O de Woodbury, em NY, fica muito longe pelo que é e só de ónibus você chega a gastar quase $50 pela viagem que é chata – fiquei com a sensação de perda de tempo queria voltar logo para Manhattan. Os descontos são legais, mas há muita loja que trabalha no estilo ‘engana turista’. Desanimador. E ele enche bastante. Nesse é muito importante, crucial mesmo (!), se organizar para não correr o risco de chegar lá e ficar sem saber para onde ir. No próprio ónibus que pegamos foram distribuídos mapas pelos quais nos planejamos. Sem correria você consegue matar boa parte do espaço, porém é humanamente impossível ir em todas as lojas de uma vez só. Impossível e desnecessário.

No fim a conclusão permanente é de que as lojas com os melhores preços são aquelas tradicionalmente americanas, que já custam relativamente pouco no país (isso no preço cheio – se comparado ao preço que as mesmas chegam aqui). E os bons resultados, as boas compras, vão acontecer para quem sabe comprar e essa é uma arte fácil de aprender.

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