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29 março 2011
Acertando no jeans

Acertar a escolha do jeans pode levar tempo, afinal não é o tipo de roupa mais amigável em todo o universo – elejo, para tal, os vestidos. Mas, de qualquer forma, o desejo de ter um curinga jeans ou mesmo de brincar com tal peça leva a insistência na compra errada ou mesmo no incômodo diário com o tecido que quando em modelagem inadequada machuca e gera impaciência.

Antes de tudo alguns minutos de reflexão podem mudar sua ideia sobre a real necessidade de ter (e usar) jeans dia após dia. As calças de outros tipos de tecido (afinal não entendo isso de calça de tecido, pois jeans é tecido) são mais leves, mais suaves, mais elegantes, mais interessantes para modelar e valorizar a silhueta. Acha pouco?! Elas são igualmente versáteis e podem, aliás, gerar um número muito maior de composições. Abrir o leque é importantíssimo.

Decidida a levar um jeans para casa é importante entender seu corpo por quatro partes ou proporções. Bumbum, coxas, cintura e quadril. O comum erro da escolha começa logo aí, quando optamos por um jeans que funciona no quadril mas pega na coxa, fica bonito na coxa mas sobra na cintura ou então fica certinho na cintura mas deixa papo no resto do corpo. Complicado. Visualizar o jeans como um conjunto de pontos, centrados nessa região alta da peça, é caminho para encontrar o que melhor fica em cada corpo. Primeiro fato: nem toda loja possui um jeans adequado ao seu corpo. Vale encontrar o local, ou a marca, que tenha uma ideia adequada para você.

O que observar então já que são tantas as coisas importantes?! Corpos com curvas pedem jeans com curvas, que abracem as coxas e o bumbum evitando assim aqueles papos nada desejados. O mesmo pode ser pensando para os bolsos da peça, não só os traseiros mas também os da frente da calça. Os bolsos de trás quando muito baixos acabam por aumentar um ampliar o bumbum pequeno ou inexistente, enquanto os mesmos em silhuetas curvilíneas acabam por achatar o corpo e gerar aquele efeito apertado no quadril. Detalhes que são um passo para gordurinhas saltarem e volumes se acumularem nos lugares mais estranhos. Nessa mesma ideia a costura lateral do jeans deve ser mais curva no caso de coxas grossas e bumbum grande, fazendo esse efeito de proteger a região de trás sem comprimir a cintura e o umbigo. Complicado?! Que nada. Basta observar como se comporta aquela linha reforçada na lateral do jeans que deve sempre dar um suporte às suas curvas naturais. Outro detalhes importante é a localização da cintura, se mais alta ou mais baixa. O que importa, claro, é tentar fazer essa relação entre curvas e forma física. Veja que alguém de barriga sarada pode brincar com cinturas um pouco mais baixas, aos menos na frente, enquanto gordurinhas extra pedem por uma cintura um pouco mais alta ao menos na parte de trás.

Essas pequenas diferenças tendem a ser trabalhadas nas grandes marcas que tentam fidelizar seus clientes com modelos específicos que não saem das coleções. Eles voltam, estação após estação, repensados nas cores e lavagens. São essas as pequenas interferências que mudam a cara do seu jeans, não tanto a modelagem que uma vez descoberta vai ‘sempre’ valorizar o seu corpo.

As imagens são da Levi’s que com a linha CurveID conseguiu explorar bastante esse carente universo de jeans específicos para tipos de corpos. Na marca são quatro as variações: slight curve (formas retas), demi curve (proporções homogêneas), bold curve (curvas genuínas) e supreme curve (curvilíneas). Vale tentar. E não, não estou ganhando nada para fazer esse post… mas bem que merecia. =)

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