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24 janeiro 2011
Somos nós editores de nossa história

Revista Claudia e Revista Marie Claire carregam conteúdo semelhante, com diferenças que começam logo na capa. Enquanto a MC deixa as mulheres poderosas, com simplicidade e elegância, a Claudia se move para o lado da maquiagem pesada, cabelo armado e vestidos complicados. Entre os papeis teoricamente desempenhados pela figura feminina fica o caminho entre o estereótipo da dona de casa e a mulher independente, auto-confiante e forte.

Rostos congelados, poses marcadas ao extremo… mulheres tão reais, as vezes inspirações, que perdem sua essência nessa glamurização barata. Força, poder, independência plena. Caminhos bem opostos que acabam por traduzir duas, entre algumas, das variações e/ou rótulos aplicados de maneira editorial. Tudo isso nos leva a pensar, ainda mais, sobre o foco de cada revista feminina e sobre o que está implícito nas matérias ali expostas que conversam (entre publicações) mas possuem conotações particulares em cada página, em cada conceito geral.

Simplificando o pensamento vamos aos direcionamento das revistas Claudia e Marie Claire são distintos mas se encontram num ponto central: uma orientação de comportamento para a mulher do século XXI. O que acontece é que as publicações parecem ter ideias diferentes quanto ao que é adequado para a figura feminina, já que temos que ter em mente que um veículo não só informa e diverte mas também, e principalmente, lança tendências – e aí estamos falando não apenas de imagem, mas de estilos de vida e formas de encarar fatos e acontecimentos. Por mais que ambas pareçam concordar numa visão geral sobre o universo feminino nesse novo começo de década podemos sentir, por exemplo, que a Claudia parece ser mais incisiva na participação da mulher dentro do orçamento familiar, controlando gastos, gerenciando a casa e a família enquanto na Marie Claire a independências financeira e emocional parece ser o ponto de partida. Além disso enquanto a Claudia foca em temas mais palpáveis a Marie Claire aborda assuntos um pouco mais pesados, discutindo não apenas questões femininas mas um pouco de política e relações internacionais pela perspectiva, claro, do papel da mulher nessa sociedade em constante mutação.

Por que digo essas coisas? Porque é importante ter consciência do que se lê para saber ao certo qual o tipo de caminho cada um quer seguir. É claro que a mistura de informações colhidas de diversas publicações é a melhor opção, pensando também em outras revistas femininas mas sempre sabendo que quem constrói, ou deve construir, sua personalidade é você. O papel editorial possui seu conceito por questões publicitárias, que regem quase toda a mídia; nós, como pessoas, devemos ser nossos próprios editores colhendo informação constantes das ruas e relações num brainstorming eterno pelo qual estamos aptos a reunir elementos visando a construção de nossa história – seguindo nossos valores mais puros e não só os impostos ou empurrados pela sociedade. Mulher Claudia, mulher Marie Claire, mulher Nova… um pouco de cada, coletando o melhor de cada publicação.

Deixe um comentário em "Somos nós editores de nossa história"
  1. ALINI RAQUEL
    27/01/2011

    Oi Amanda
    Gostei do post, as revistas vendem sempre uma imagem qual é o tipo de mulher que é o certo…Se vc ler a publicação da Nova, por exemplo tem uma parte dizendo o que define uma “Mulher Nova”.
    Acho que as revistas repetem demais os assuntos, as capas…Renovação já!!!

  2. Amanda Medeiros
    27/01/2011

    Alini, bem lembrando esse da ‘mulher nova’. Sinto um leve abuso pela revista, apesar de gostar de algumas partes. rs
    E é verdade… as revistas repetem demais os assuntos, até mesmo nas partes de moda e indicação de peças. São sempre as mesmas coisas. Bjs!