Conversinha Fashion » Arquivos » O que foi e o que vem…
08 janeiro 2011
O que foi e o que vem…

A imagem de cada um se constrói não só por referências visuais, mas muito pelo que se vive e sente. Esse assunto foi muito tratado aqui no Conversinha durante o último ano, 2010, com vários textos que muitas vezes não apresentavam nenhuma roupa específica, tendência ou indicação de uso. A questão que mais foi assunto aqui no blog, e também na Consultoria de Estilo, foi a moda vivida não só no guarda-roupa mas no dia-a-dia e nos acontecimentos de cada momento.

Em Janeiro falamos sobre o amadurecimento precoce das crianças que se vestem como adultos, apesar da natural referência de um adulto como inspiração; falamos sobre saber elogiar e ser elogiado, sendo amáveis e capazes de receber palavras bonitas. Em Fevereiro lembramos a importância de sair da zona de conforto que limita o crescimento e amadurecimento visual (aqui muito estimulado) e lembramos ideias de coisas para fazer quando passamos todo um feriado dentro de casa.

Em Maio falamos sobre visual profissional, com todo o detalhamento para a construção de uma imagem útil e prática no ambiente de trabalho; ainda desembaralhamos os mistérios básicos das fibras, fios e tecidos. Revelei meu incômodo com revistas nacionais enchendo suas páginas com roupas caríssimas e grifes importadas… Falamos sobre desapego, buscando formas de deixar as coisas irem embora de nossa vida para que coisas novas possam entrar e falamos sobre roupa como memória. Também foi assunto a questão de que somente uma peça de marca não é receita para se vestir bem.

Lá em Junho falamos sobre julgar pelas aparências e a valorização do poder da imagem no cenário político. Analisamos os candidatos Marina Silva, Dilma Rousseff e José Serra. Em Julho apresentamos a grande força de superação e poder de melhoria implícita na falha, mostramos o que acontece quando a cor utilizada na imagem simplesmente não funciona e admiramos referências de estilo e coerência altamente interessantes em silhuetas fora do padrão. Por fim citamos Frida Kahlo na utilização das roupas como elemento de exteriorização.

Em Agosto discutimos a importância de aceitar uma nova idade, vestir o corpo que se tem hoje, tendo noção real da realidade; citamos Roland Barthes, relacionando moda e semiótica. Lembramos o filme Melhor é Impossível como fonte para mudar e enxergar novos rumos e ideias e discutimos a vida direcionada ao consumo orientados pelas palavras de Bauman. Fechamos com o risco de ser mediano.

Ja em Setembro pensei nas coisas da vida, nas brincadeiras da mesma. Abrimos espaço novamente para a dificuldade em enxergar o corpo real e o corpo imaginário, de forma um pouco mais profunda. Trabalhamos na mística do produto novo, na mágica de cada compra e aquisição; discutimos a questão do gênero, na qual homem e mulheres possuem visões diferentes de uma mesma questão.

Lá em Outubro desabafei sobre o que penso sobre a profissionalização de um consultor de imagem, falei sobre curtir uma boa comida sem culpa olhando para o filme Comer, Rezar e Amar. Pensamos um pouco sobre intervenções e transformações cirúrgicas afetando a beleza e a noção de realidade. Mostramos um pouco mais sobre a relação tendência e corpo, vestindo não só o palpável mas também (e principalmente) a alma. Abrimos espaço para a teoria dos seis graus de separação, que deixa-nos todos mais próximos e ligados por curtas conexões; lembramos, também, que não precisamos de orientações tão específicas para o ato do vestir quando o que importa é exteriorizar sentimentos e emoções com coerência e adequação.

Em Novembro falamos sobre a explosão das parcerias no mercado do fast-fashion nacional e suas implicações reais, além das propagandas. Citamos Helena Rubistein ao lembrar que não existem pessoas feias, apenas as mal arrumadas por pura preguiça. Apontamos os pontos característicos do visual espanta homem que não seduz e nem gera interesse mas nos deixa mais feliz e mostramos a importância de saber aceitar críticas. Chegamos a fórmula da matemática da montação em um evento de moda, onde os que mais trabalham tendem a ser os menos montados fechando com a importância de saber quando e como arriscar.

Finalizamos em Dezembro falando sobre preconceitos gerais na forma de vestir e portar a partir das ideias de preconceito de marca e origem retiradas da antropologia; pensamos nas cicatrizes como marcas superficiais de impacto emocional, sem que seja preciso se esconder as mesmas para encontrar segurança – encerrando com o pensamento maior da consultoria de estilo que lembrar que vestir não precisa, nunca, ser algo complicado.

Foi um grande ano, assim como todos os outros são. Que 2011 venha ainda melhor para todos nós.

Deixe um comentário em "O que foi e o que vem…"
  1. Clarissa
    09/01/2011

    Olá Amanda! Estou em dúvida com dois estilos, o dramático e o tradicional… para mim o dramático trabalha uma peça forte e o tradiucional é o simples, mas gostaria de maiores informações sobre esses estilos. Me ajude! Beijo! E obrigada!

  2. Amanda Medeiros
    18/01/2011

    Clarissa, vou fazer mais um post sobre essa questão dos estilos essa semana ainda. Beijos!