Conversinha Fashion » 2011 » janeiro
31 janeiro 2011
Jogue fora 50 coisas

Jogue fora 50 coisas não é só um livro de organização, é um livro de desapego. Reavaliar prioridades, reorganizar lugares. De acordo com a publicação são necessárias apenas duas semanas para esse exercício de libertação, porém acho que mais do que um período ou fase é interessante repensar rotina e estilo de vida para que o resultado dessa limpeza seja permanente. Acumulamos porque gostamos, porque somos carentes, porque precisamos de memórias e lembranças palpáveis; acumulamos pela sensação de poder, pela mania de colecionar itens materiais. Enquanto isso deixamos de lado sentimentos e emoções, esquecemos de olhar para o que não podemos segurar ou mesurar. Talvez por isso essa ideia de jogar fora 50 coisas (ou um outro grande volume qualquer de coisas) seja tão possível e real; se pararmos um instante para pensar veremos quantos cacarecos guardamos sem nem saber o porque.

O prazo indicado pela autora, Gail Blanke, é estimulante e serve como impulso para quem tem dificuldade em encerrar tarefas, porém pode ser algo um tanto quanto desesperador quando você descobre que não são 50 itens e sim 50 coisas diferentes uma das outras. Roupas são roupas, uma peça ou cem; revistas são revistas, duas ou trinta. E agora? Basta pensar… Quer exemplos? Canecas, fotos, canetas, cadernos, perfumes, maquiagem, bloquinhos, receitas, estojos, santos, pastas, mouse, cabos… É só olhar ao seu redor. Limpeza já!

Falamos sempre e tanto sobre desapego, lembramos com tanta frequência o quanto é importante abrir espaço físico e mental para o novo; resta aplicar isso de fato, de forma drástica. Jogar fora coisas velhas e estragadas é um ponto de partida, mas ainda é pouco; o que é difícil é abandonar aquelas coisas novas e impecáveis que não são utilizadas. A roupa que você não usou, o livro que você comprou e nunca quis ler, o aparador odioso que você esconde no fundo da gaveta. Sabe, casas lotadas são casas pesadas e complicadas de manter. A beleza do leve é incrível por ser limpa, por ser sincera e cheia de emoções. Acumular conquistas, momento de felicidade, lembranças… isso sim é incrível, muito mais interessante do que focar no exagero dos bens materiais. Vamos lá, encarando o mais difícil que é o sentir (o viver) e não o ter, o possuir.

30 janeiro 2011
DasRuas na SPFW

Os registros do DasRuas refletem exatamente os diversos caminhos da moda atual. Entre misturas de neutros e pontos claros de cor forte a moda cada vez mais livre com menos imposição de tendência e mais valorização do estilo pessoal.

Numa fashion week muito se vê de exagero, mas é nos menos fantasiados e mais bem vestidos que pausamos o olhar com admiração. Deixemos a criatividade extrema para o carnaval ou para festas a fantasia e vamos olhar o que há de legal. Comprimento midi, saltos baixos ou confortáveis, pés no chão e tecidos leves. Uma terceira peça como forma de amenizar o ar gelado das salas de desfile. Não é disso que precisamos para nosso dia-a-dia de trabalho, estudo e/ou uma mistura dos dois?! =)

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28 janeiro 2011
Muito Frio? Jura?!

Quem planeja uma viagem pensa na previsão do tempo por época mas pode ser surpreendido por mudanças ou eventos que saem fora do padrão. Encarar um pouco de neve é uma dessas possibilidades que você talvez não esperava, mas acaba se animando com a ideia. Sobreviver e se divertir é um fato, difícil pode ser levar essa adaptação ao guarda-roupa tropical de quem não quer por nada investir em caras roupas de frio durante a viagem e muito menos aqui em terras brasileiras.

Um bom casaco todo mundo precisa ter. Longo, curto, volumoso ou acinturado o que vale é aquela peça que representa seu estilo e suas necessidades. Em algum momento o mesmo pode ser útil, ainda que apenas em esporádicas viagens. Melhor que postergar a aquisição é fazer logo esse investimento que tem potencial de bom proveito quase que eterno. Por baixo, peças justas com outras de tecido leve garantindo a dignidade nos espaços fechados que naturalmente possuem aquecimento. O look em camadas grossas, difíceis de desmontar, pode gerar um grande mal estar; o mesmo funciona mais em casos de passeios externos ou outras atividades nas quais as ruas serão abrigo único.

Proteger os pés é tão importante quanto proteger as costas, duas regiões que precisam estar bem amparadas para garantir um pouquinho de alívio – quem se sente bem com pés gelados?!. Luvas e goros surgem como alternativa charmosa e prática, entram e saem da bolsa com incrível facilidade. Por fim um cachecol legal ou similar quebrando a mesmice do casaco.

25 janeiro 2011
Ooops…

Comentar é analisar, certo? É falar mal justificando… então vale. Por hoje temos no primeiro look uma daquelas ideias incríveis que apenas funcionam na silhueta de blogueiras magras e fashionistas; o excesso de volume confunde e esconde as formas, efeito que é duplicado pelo plissado da saia e pelas aplicações do tricôt. Quanta coisa acontecendo! Com essa confusão o que se têm é estilo e ousadia que muito pouco funciona em pessoas com vidas e empregos normais.

No look dois o pouco cuidado com os detalhes, uma daquelas coisas que sempre falamos mas vez ou outra escapam até mesmo no nosso visual. É muito importante observar os volumes que se formam por baixo de peças de tecido fino, principalmente no caso de lingerie ou meia-calça que tende a embolar marcando estranhamente na peça superior; quando em cor clara o efeito é ainda mais visível. Vontade incrível de esticar logo o que está embolando por baixo desse vestido.

Já no terceiro look aquilo que chamamos de confusão visual. Exagero é exagero em qualquer país, continente ou planeta. Muita informação para pouca diferenciação. Além da mistura repetida de bichos e texturas pesadas não há nada de novo nesse combo pesado que deixa o rosto da garota pequeno e perdido por dentro de tanto volume.

É assim, olhando e aprendendo; gostando ou odiando tentando sempre evitar tais eventuais lapsos no nosso dia-a-dia.

24 janeiro 2011
Somos nós editores de nossa história

Revista Claudia e Revista Marie Claire carregam conteúdo semelhante, com diferenças que começam logo na capa. Enquanto a MC deixa as mulheres poderosas, com simplicidade e elegância, a Claudia se move para o lado da maquiagem pesada, cabelo armado e vestidos complicados. Entre os papeis teoricamente desempenhados pela figura feminina fica o caminho entre o estereótipo da dona de casa e a mulher independente, auto-confiante e forte.

Rostos congelados, poses marcadas ao extremo… mulheres tão reais, as vezes inspirações, que perdem sua essência nessa glamurização barata. Força, poder, independência plena. Caminhos bem opostos que acabam por traduzir duas, entre algumas, das variações e/ou rótulos aplicados de maneira editorial. Tudo isso nos leva a pensar, ainda mais, sobre o foco de cada revista feminina e sobre o que está implícito nas matérias ali expostas que conversam (entre publicações) mas possuem conotações particulares em cada página, em cada conceito geral.

Simplificando o pensamento vamos aos direcionamento das revistas Claudia e Marie Claire são distintos mas se encontram num ponto central: uma orientação de comportamento para a mulher do século XXI. O que acontece é que as publicações parecem ter ideias diferentes quanto ao que é adequado para a figura feminina, já que temos que ter em mente que um veículo não só informa e diverte mas também, e principalmente, lança tendências – e aí estamos falando não apenas de imagem, mas de estilos de vida e formas de encarar fatos e acontecimentos. Por mais que ambas pareçam concordar numa visão geral sobre o universo feminino nesse novo começo de década podemos sentir, por exemplo, que a Claudia parece ser mais incisiva na participação da mulher dentro do orçamento familiar, controlando gastos, gerenciando a casa e a família enquanto na Marie Claire a independências financeira e emocional parece ser o ponto de partida. Além disso enquanto a Claudia foca em temas mais palpáveis a Marie Claire aborda assuntos um pouco mais pesados, discutindo não apenas questões femininas mas um pouco de política e relações internacionais pela perspectiva, claro, do papel da mulher nessa sociedade em constante mutação.

Por que digo essas coisas? Porque é importante ter consciência do que se lê para saber ao certo qual o tipo de caminho cada um quer seguir. É claro que a mistura de informações colhidas de diversas publicações é a melhor opção, pensando também em outras revistas femininas mas sempre sabendo que quem constrói, ou deve construir, sua personalidade é você. O papel editorial possui seu conceito por questões publicitárias, que regem quase toda a mídia; nós, como pessoas, devemos ser nossos próprios editores colhendo informação constantes das ruas e relações num brainstorming eterno pelo qual estamos aptos a reunir elementos visando a construção de nossa história – seguindo nossos valores mais puros e não só os impostos ou empurrados pela sociedade. Mulher Claudia, mulher Marie Claire, mulher Nova… um pouco de cada, coletando o melhor de cada publicação.