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12 outubro 2010
Concurso de beleza?!

Um assunto muito comentado nessas eleições tem sido a ausência de beleza dos presidenciáveis. Fala-se disso como se esse detalhe fosse um pré-requisito para o tal eleito, como num concurso de beleza que desclassifica os menos favorecidos pela natureza sem ao menos analisar outras capacidades. As críticas voam por todos os lados, dependendo de quem se deseja afetar. Parece que um porte atlético, um sorriso bonito e roupas impecáveis já não fizeram estrago suficiente a duas décadas atrás, enganando e seduzindo uma multidão de eleitores. Quanto mais tempo se passa, mais parece que a história deixa enfraquecer seus ensinamentos.

De toda forma, voltando para o ponto em questão, talvez o termo beleza esteja sendo utilizado de maneira precipitada, já que o que se vê basicamente é muito mais uma ausência de simpatia e carisma do que de traços bonitos em si. Seja como for, beleza ou simpatia, esse discurso ressalta algo que já sabemos mais que de cor… beleza é fundamental, ao menos a principio.

Não digo de forma alguma que isso seja certo ou normal, mas é uma questão cultural que nunca mudará. Por mais que os padrões de beleza se alterem de tempo em tempo sabe-se que é velha conhecida a valorização daqueles que estão dentro das linhas estéticas admiradas no período em questão – o que é super volátil. Desde que o mundo é mundo, pelo que se pode lembrar, os belos foram mais bem recebidos ao menos a principio, claro.

Não se trata de uma questão com pontos ou conclusões a serem apresentadas, pelo contrário. Fica a dúvida sobre a real utilidade da beleza em determinados campos nos quais nos vemos perigosamente envolvidos pelas questões da simpatia e do carisma. Trata-se de algo capcioso ao extremo, que induz ao erro ou a aceitação de ideias ou pensamentos ruins e/ou irreais. Para políticos a simpatia vem a ser uma arma muito eficiente, porém para a população esse talento pode ser letal.

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  1. Rô!
    13/10/2010

    Dizem que Hitler era carismático, de um modo peculiar, mas acho que serve como exemplo.

    E o que você citou, bem mais próximo da nossa realidade, acho que todo mundo conhece alguém que votou no dito cujo só porque ele era ‘bonito’… :S