Conversinha Fashion » 2010 » outubro
31 outubro 2010
Ooops… quase lá.

A ideia do blazer justinho com a saia volumosa é ótima, até mesmo para quebrar um pouco da delicadeza extrema das flores aplicadas em textura no vestido (dá pra perceber que ele aparece também debaixo das mangas do blazer, um charme esse detalhe). Mas acontece que o blazer está muito justo e cria várias rugas na região da cintura, o que alarga a área. Erro básico que engorda visualmente e deixa essa sensação de imagem bagunçada. Uma pena. Bastaria apostar em um modelo um número maior… porque pelo comprimentos das mangas percebe-se que essa numeração não condiz mesmo com a silhueta da moça que soube bem construir a composição, mas escorregou antes mesmo de tirar a etiqueta da peça.

29 outubro 2010
Quero ser consultor de imagem

São muitos os emails dia após dia, sem exagero, que recebo com perguntas sobre como se tornar um consultor de imagem/moda/estilo. Não há receita ou fórmula de sucesso. Há sim a necessidade primordial de saber que você não vai trabalhar com moda… você vai trabalhar com roupa, com a relação entre roupa e pessoa. Tendências não vão ser o auge do seu dia-a-dia, você não vai ficar fazendo compras ricas e poderosas toda semana e não vai haver o glamour de tardes de risadas e diversão. É um trabalho como outro qualquer.

Outro ponto que considero importante. Consultor de imagem/estilo não é o mesmo que consultor de moda. Consultor de imagem/estilo é uma tradução livre para personal styling, enquanto consultor de moda é aquele mestre em tendências que sabe o que cada consumidor quer, sabe dos pontos de venda para atacado, e por isso é capaz de auxiliar donos de loja a realizar suas compras. Ou seja, descobrir o que você quer fazer de fato é ponto primordial. Essa diferenciação entre nomes é obrigatória? Não, você pode chamar seu trabalho como considerar melhor. Eu mesma comecei com o ‘consultora de estilo’ a anos atrás quando todo mundo era personal styslit ou consultor de imagem; incorporei o ‘estilo’ porque achei que combinava mais com minha linha de trabalho.

E vamos lá. Ninguém vira consultor de imagem sem estudar, ou ao menos não deveria virar. É um trabalho sério que mexe diretamente com as emoções e com o bolso das pessoas. Não há como brincar e fazer o outro investir os tubos em algo que não terá retorno certo. Percebem a seriedade disso?! Gastar o dinheiro de outra pessoa, ou indicar um investimento, é uma responsabilidade muito grande porque posteriormente a fatura irá chegar não na sua casa (graças a Deus) mas na casa daquela pessoa que lhe contratou e que por isso já arcou com uma certa quantia.

Não há, ou não deveria haver, o famoso lavo minhas mãos. Trabalhar com imagem é trabalhar com personalidade, um trabalho conjunto. Não queira impor suas vontades em outra pessoa. Entenda que você não manipula números ou dados… são pessoas (!!!), cheias de sentimentos e expectativas. Isso é muito importante.

Nem tudo é tão sério, mas também não é tão divertido. Por ser um trabalho como outro qualquer existem dias de risadas, piadas e alto astral, porém existem os momentos de tensão natural – principalmente em frente ao computador (no trabalho que o cliente não está presente) ou nas visitas prévias às lojas onde nada parece combinar com a pessoa que você vai atender. Você, como profissional, vai depender não só do cliente mas das lojas que nem sempre oferecem tudo o que se espera delas. Dai é preciso ter várias cartas na manga para não desapontar o cliente que, repito, investiu alto no seu serviço.

Estudar, estudar e estudar. Não é um curso de 20 horas que vai lhe transformar em um consultor de imagem brilhante. Atender, testar e errar. Não são só cursos que vão lhe fazer um super profissional. É preciso ligar esses dois pontos para ficar confiante e preparado. No início é frio na barriga, é receio, são todas aquelas emoções normais das primeiras experiências, só que com o tempo a história muda. Se você sabe a teoria, já aplicou na prática em outras oportunidades e confia no seu material siga firma com suas opiniões sem forçar nada. No fim o cliente precisa entender o que está acontecendo para depois se ver feliz em frente ao guarda-roupa.

Agora… o que você precisa saber. Coisas que nunca ousei registrar em nenhum lugar.

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28 outubro 2010
Depois da maternidade…

Se durante a gestação a dificuldade da mulher está em encontrar roupas adequadas, que sirvam bem e sejam confortáveis, após o nascimento da criança o problema passa a ser outro – compreender a nova silhueta e adaptar a forma de vestir a essa outra realidade de mulher, profissional, esposa… e mãe. Em intensidades diferentes toda mulher se transforma após a gestação, sendo que parte de seu gosto e suas vontades se alteram a ponto de ser estabelecido um novo estilo ou forma de representação visual. Saber como lidar com esse momento, em meio a tantas tarefas e vontades, é ponto importante para manter a alta estima e não se perder. Se encontrar nesse contexto é essencial, mesmo sendo um momento em que o foco de todas vontades e sonhos passa a ser uma segunda pessoa plenamente dependente da nova mamãe.

Tentar voltar a usar todas as roupas antigas logo no primeiro momento após o parto pode ser motivo para choque ou desespero. É inegável. O corpo não aceitará da mesma maneira que antes todo o acervo pré-gestação, mesmo para aquelas que ganham um mínimo de peso. Curvas mais voluptuosas, linha de cintura alargada e outros pontos fazem com que seja preciso tempo e paciência para que o corpo seja remodelado. É claro que uma alimentação controlada e atividades físicas moderadas auxiliam muito nesse momento, mesmo se qualquer nova tarefa pareça impossível de ser praticada. É preciso tentar se acostumar desde cedo com essa nova realidade – principalmente para mães de primeira viagem. Se a vida muda plenamente há uma série de motivos para repensar horários, atividades e não se perder. São desafios diários, pequenas superação. É fato que uma mãe confiante, forte e com vida própria auxilia no desenvolvimento da criança; evitar comportamentos depressivos, pessimistas e tristes é primordial para a construção de um lar agradável e saudável para toda a família… dai a importância da alto-estima. Esse pensamento pode ser levado até mesmo para o momento da própria gestação, onde a vida intra-uterina acaba sendo afetada por um determinado clima negativo.

Enfim, cuidar de si e ter paciência no processo de recuperação da silhueta são pontos de redescobrimento. Não é um processo rápido, simples, mas se for algo praticado desde sempre tudo fica mais simples e menos estressante. São estes alguns pontos cruciais para se manter ativa e viva como mulher. No mais, ler as estrelinhas desvendando o que essa nova mulher, agora com outras facetas, precisa e espera de seu visual.

Alguma mamãe com experiências pra contar?! =)

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27 outubro 2010
De olho no fast fashion

Parcerias entre redes de fast fashion e nomes conhecidos da moda são interessantes para todos. Além do potencial natural de lucro, para quem produz, há a gigante visibilidade que a marca recebe fazendo com que o tal investimento altíssimo, acredito eu, retorne na forma de marketing e credibilidade. Para o cliente a aquisição de uma peça legal, com linhas interessantes e preço bom, é algo que fideliza e quebra preconceitos.

Hoje a concorrência interna entre as redes fez a multiplicação mágica das opções. Novembro será mês de grandes lançamentos… com direito a Oskar Metsavaht para Riachuelo e Maria Bonita Extra para C&A – só para começar.

Para sair feliz com sua sacolinha temática é necessário pensar bem no calculo mental do custo benefício, pois essas coleções especiais tendem a não ter preços tão baratinhos quanto os trabalhados nas Riachuelos, C&As e Renners da vida. Atentar-se para acabamento, problemas de modelagem e pequenos defeitos é primordial – sabendo que se uma peça está estranha pode ser que outra, idêntica, esteja perfeita. Se o controle de qualidade da facção que produz a peça (ou da própria marca em sua área de acabamento) é fraco cabe a nós consumidores tomarmos um super cuidado com o que levamos para casa.

Além de Oskar Metsavaht para Riachuelo e MBE para C&A teremos também Renato Kerlakian (leia-se ex Zoomp), Glória Coelho e Espaço Fashion (novamente) na C&A. Então corra Renner, corra Riachuelo que a C&A disparou na frente. Há rumores de que Cris Barros também terá linha na Riachuelo… oremos!

Na primeira imagem a flagship da C&A, no Shopping Iguatemi (SP); na segunda imagem a coleção da MBE para C&A; na última imagem Oskar Metsavaht para Riachuelo.

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26 outubro 2010
Calça Larguinha

Sabe aquela ideia permanente de que roupa larga engorda? Não é necessariamente uma verdade. A roupa grande, super larga, agrega de fato muito peso visual; porém a roupa solta, levemente ampla, pode ser ótima ferramenta para disfarçar sobrepeso e tirar a atenção de pontos críticos do corpo.

Com uma calça de modelagem solta, afastada da pele, percebe-se a criação da ilusão de pernas mais finas. A sensação é de mistério, por isso o efeito ‘emagrecedor’. Fora que uma roupa soltinha é elegante, pois remete a confiança e bem estar sem a necessidade de utilizar o corpo como arma. E o conforto?! Imbatível.