22 setembro 2010
Questão de gênero

Homens e mulheres possuem percepções bem distintas sobre questões da vida, claro, mas mais ainda sobre a forma de encarar os fatos. No tangente das roupas essa diferença fica ainda mais clara. Os dois sexos apresentam formas super diferentes de lidar com o processo de compra. Enquanto as mulheres, no geral, observam mínimos pontos (do botão ao posicionamento da etiqueta) os homens visualizam rapidamente o resultado da peça no corpo (quando experimentam) e já correm para o caixa para finalizar a aquisição. Experimente, então, colocar duas peças parecidas (não iguais) lado a lado… enquanto os homens tendem a generalizar, falando que é tudo igual, as mulheres encontram alguma diferença no tom, na textura, no tamanho.

O igual, para os homens, remete a uma concepção de semelhante, aproximado; coisas que podem ser associadas por detalhes ou intensidades – inclua, ai, sentimentos. Homens, no geral, percebem o resultado do contexto e não se prendem a minúcias, coisa que as mulheres adoram fazer. Nós, mulheres, nos pegamos nas vírgulas, no acabamento, nas palavras… o homem se prende ao geral. Entender essa diferença melhora todas as interações – das profissionais às pessoais.

Trata-se de uma regra? Não, nunca. Porém sabemos que uma palavra, um olhar, um viés colorido ou uma linha que se solta pode dizer muito para a gente e não significar nada para o outro. Existem exceções, peças fora do contexto que são naturais – sem certo ou errado. Não se pode centralizar o pensamento, nunca; mas não se pode esperar, também, opiniões super profundas de alguém que simplesmente não está apto ou disposto a fazer tal tipo de reflexão. A partir disso o valor de saber bem quem você convida para ir as compras com você ou a carga que uma solicitação de discussão de relacionamento pode liberar. Cada um com seu tempo, cada qual com seu cálculo de eficiência e aproveitamento. Visões diferentes em contextos semelhantes são armas para a confusão.

Leia mais

6
21 setembro 2010
Espadrilles

As espadrilhessão calçados com solado de juta ou borracha, podendo ou não ter amarração nos tornozelos; o salto também é uma alternativa, estando ou não presente. Em voga já desde a última temporada os mesmos aparecem em formas variadas já que a moda inventa e modifica peças do passado; nesse casso as amarrações que remetem aos clássicos espadrilhes foram levadas para calçados com salto tradicional, vazado e revestido, ou mesmo em modelos rasteira. Um toque espadrille. Mas, no geral, o solado de juta é o que mais caracteriza o calçado.

As espadrilles possuem esse toque camponesa romântica e primaveril que pode não agradar muito uma parcela das mulheres, mas quem gostou do modelo pode ficar feliz utilizando com complementos que amenizam a delicadeza do calçado. Combinado com peças mais estruturadas, cores profundas, tecidos durinhos, o contraste deixa a peça mais mulherão e menos boa moça. Claro que fica um pouco difícil pensar em um visual super elegante com um espadrille, que é bem despojado e casual… o mesmo respira bem com jeans, vestidos curtinhos, shorts e outras referências informais. Com um vestido fluido, ou mesmo um jeans e batinha molinha, o que é sensual mas pueril.

As espadrilhes, nome de origem francesa, são também conhecidas como alpercata/alpargata. Originária dos países mediterrâneos tornaram-se populares em meados do século XX; antes disso era utilizada por pescadores. Então essa informação diz muita coisa… o calçado ressurgiu, não hoje mas já a alguns meses, pela volta da onda navy que engloba um mundo de características que vão bem além das listras horizontais. É para usar e brincar, nada mal pra quem quer distância dos tamacos/clogs super pesados.

%
20 setembro 2010
Só pra constar…

Essa frase de Umberto Eco é direcionada a questão da construção de figurinos, mas pode ser bem aplicada ao vestuário como um todo já que ao pensar/bolar um visual diferente estamos buscando interpretar alguma coisa – mesmo que seja uma versão mais legal da gente mesmo. E não há nada mal nisso, pelo contrário. Vestir-se para interpretar auxilia a sair da rotina, quebrar o gelo do dia após dia; enfrentamos, assim, com mais animação cada etapa da vida.

Enfim, não há nada de mal em sair do padrão dentro do campo da moda, roupa e imagem. Experimentar fortalece a independência da mente, alimentando seu estilo pessoal com cavalares doses personalidade. Nem tudo que é diferente é bonito, mas pode ser interessante.

A imagem de cima, por exemplo, é para quem, como eu, curte um ‘mistura tudo e segue em frente’. Porque é na desordem que está o toque legal, no qual não conseguimos encontrar muita coerência nas formas mas sabemos que a história funciona. Textura, aplicação, estampa, bordado, pulseiras em ambos os braços e uma calça neutra para segurar. Talvez pela foto, talvez pelas cores, o resultado é atraente. Mas será que foi pensado? As mensagens ocultas são bem claras… de ousadia, coragem, ou mesmo de vontade de chamar atenção. Nunca sabemos ao certo o que move o outro a se vestir de determinada forma.

Na imagem logo acima contraste entre babados e corrente, o pesado e o leve. o estruturado equilibrando a leveza do fluido. Além disso os babados que em tecido molinho caem sobre o corpo, secos na região de cintura crescendo na região de quadril. Bobinha? Que nada, na bolsa a possibilidade de que o vestido solto seja um recurso de tendência atualizado pelo acessórios; ou, então, a história pode ser contrária… e as correntes são o que atualizam a meiguice natural da garota.

É assim. interpretamos e interagimos com pessoas que interpretam outros personagens, sendo que alguns conseguem maior sucesso nessa brincadeira. Vale sempre pensar que mais importante que fingir é ser algo legal e real dentro do que você acredita e realmente é. Nisso deixamos os personagens para momentos bem específicos, aqueles em que o artifício da roupa surge como forma de auxiliar e não (jamais!) enganar. Pior que ludibriar o público é enganar a si mesmo.

%
19 setembro 2010
A mística no produto novo

Uma compra acertada mostra seu resultado na alegria do uso e na mística revelada, no corpo e na atitude, quando a peça é usada pela primeira vez. Sente-se uma confiança, um bem estar bem específico da novidade, algo impossível de ignorar ou subestimar. Talvez por isso pensamos sempre em uma roupa nova para cada e toda ocasião especial, mesmo já tendo tanta coisa guardada no armário.

Com isso se você não sente aquela empolgação ou ansiedade por usar a nova aquisição isso aponta para um compra falha ou mal direcionada, que gera esse desejo de postergar ao máximo a data inicial do uso, pois será a lembrança do erro martelando de forma dramática na mente.

Nessa época de começo de temporada são muitas as perguntas sobre tendências e dessa vez, mais do que nas estações passadas, a nova compra apresenta uma outra característica. Acontece que além da lista mental que sempre carrego automaticamente temporada após temporada tenho recorrente um discurso mais interessante na ponta da língua. A moda hoje não muda tanto quanto mudava antes, muito devido aos reflexos da crise e tudo mais, com isso um outro patamar se deu na questão dos modismos onde a compra investimento emerge num grau bem interessante. Sente a relação entre os pontos? A nova aquisição tem redobrada a mística do novo pois o mesmo entra com a quase certeira garantia de durabilidade dentro da sua vida – pensando não na questão da qualidade, mas das linhas estéticas. As ‘novidades’ já não são tão novas, porém há algo de maravilhoso nessa questão; por não haver mais tanta novidade o que é diferente, ou o velho com toque atual, ganha um prazo de uso bem mais longo do que o que visto anteriormente – e não falo dos clássicos atemporais. Pensemos em peças com detalhes ou aplicações, textura, que vão permanecer por alguns muitos meses em evidência – o que será naturalmente atualizado por combinações boladas com grande eficiência.

A partir disso vale tirar máximo proveito da força do novo, sentindo a animação de ter como certo que a vibração de alegria pode morar durante muito tempo dentro das portas de seu guarda-roupa. Comprar menos e vibrar mais.

1
19 setembro 2010
Ilana Berenholc em BH

Acontece no dia 02 de outubro palestra de Ilana Berenholc em Belo Horizonte – a Imagem que Marca. Ilana, acredito eu, dispensa apresentações… pioneira da Consultoria de Imagem no Brasil ela é a mentora mais requisitada entre os profissionais do mercado, por trabalhar a profissão de forma séria e eficiente; além disso é VP International Relations da AICI – orgão internacional que regulamenta a profissão. Sou suspeita para falar, já deu para perceber, porque realmente senti que meu trabalho mudou muito (para melhor) depois que me especializei com ela. Enfim, acho que o evento será de enorme importância para quem já trabalha na área, para quem quer trabalhar e até mesmo para quem deseja contratar os serviços de um consultor de imagem para empresas alô pessoal de RP, RH e afins. Estarei lá, claro.

Abaixo os detalhes.

Leia mais

%