Homens e mulheres possuem percepções bem distintas sobre questões da vida, claro, mas mais ainda sobre a forma de encarar os fatos. No tangente das roupas essa diferença fica ainda mais clara. Os dois sexos apresentam formas super diferentes de lidar com o processo de compra. Enquanto as mulheres, no geral, observam mínimos pontos (do botão ao posicionamento da etiqueta) os homens visualizam rapidamente o resultado da peça no corpo (quando experimentam) e já correm para o caixa para finalizar a aquisição. Experimente, então, colocar duas peças parecidas (não iguais) lado a lado… enquanto os homens tendem a generalizar, falando que é tudo igual, as mulheres encontram alguma diferença no tom, na textura, no tamanho.
O igual, para os homens, remete a uma concepção de semelhante, aproximado; coisas que podem ser associadas por detalhes ou intensidades – inclua, ai, sentimentos. Homens, no geral, percebem o resultado do contexto e não se prendem a minúcias, coisa que as mulheres adoram fazer. Nós, mulheres, nos pegamos nas vírgulas, no acabamento, nas palavras… o homem se prende ao geral. Entender essa diferença melhora todas as interações – das profissionais às pessoais.
Trata-se de uma regra? Não, nunca. Porém sabemos que uma palavra, um olhar, um viés colorido ou uma linha que se solta pode dizer muito para a gente e não significar nada para o outro. Existem exceções, peças fora do contexto que são naturais – sem certo ou errado. Não se pode centralizar o pensamento, nunca; mas não se pode esperar, também, opiniões super profundas de alguém que simplesmente não está apto ou disposto a fazer tal tipo de reflexão. A partir disso o valor de saber bem quem você convida para ir as compras com você ou a carga que uma solicitação de discussão de relacionamento pode liberar. Cada um com seu tempo, cada qual com seu cálculo de eficiência e aproveitamento. Visões diferentes em contextos semelhantes são armas para a confusão.












