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03 agosto 2010
Saber onde, quando e como mudar

Se Dilma Rousseff cometeu alguns erros visuais no início da campanha, caracterizados pelo uso excessivo de babados e adornos, sua imagem parece ter encontrado caminho seguro e neutro com o passar do tempo. Indo além das mudanças visuais, talvez drásticas e exageradas ao extremo, uma imagem neutra e limpa serve hoje como base para suas aparições públicas. Adicione as interferências cirúrgicas um treino sagaz para sorrir e fotografar e pronto, tem-se uma candidata que convence no quesito flashs. Ah! Lembro ainda a facilidade para abraçar e se deixar abraçar… expontâneo, ou não, outros muitos deveriam entender que um candidato que se julga ‘do povo’ não pode querer envolver o eleitorado apenas tomando um mini cafézinho na lanchonete popular – esse truque velho já não cola mais.

Os muitos babados do início da campanha, acompanhados de cabelos cacheados e maquiagem pesada, causaram forte estranheza. Difícil pensar que uma referência como essa despertaria confiança e simpatia. O forte uso do roxo como cor base, por vezes em tecidos acetinados, e a vaidade exacerbada não combinavam com o contexto que pede por sinais que remetam a trabalho, força, esforço e ‘mãos na massa’. Falha solucionada e uma nova realidade construída.

Hoje a receita do guarda-roupa presidenciável de Dilma é bem simples. Conjuntos de blazer e calça seca em cores abertas ou clássicas, optando ora por vermelhos ‘PT’, ora por tons variados de verde água. Nada de azul passa por ali… mera coincidência?! Claro que não. Cores comunicam e devem ser bem exploradas. Cru, bege, ocre… cabelo mais seco, sem cachos, maquiagem leve e o mesmo sorriso de sempre.

Como resultado vemos que a evolução ou a solução para certos problemas visuais pode ser apresentada já após o início do processo de campanha, mas é importante saber poder nos locais certos e cortar rapidamente falhas. É preciso estar permanentemente atento, sabendo pra onde caminhar e como melhorar.

Aqui não se discute discurso verbal, escolhas políticas ou preferências no cenário eleitoral. Analisamos imagem, que pode e deve potencializar todas as qualidades de um grande político.

Deixe um comentário em "Saber onde, quando e como mudar"
  1. Marina Albuquerque
    02/08/2010

    A Dilma inteligentimente nao caiu no gosto da Marta Suplicy, caso vestisse como ela soaria falso e nem poderia ir de encontro ao povo, como ocorreu com a Marta em campanhas anteriores quando foi visitar uma favela e nao pode pisar na lama com seu sapato Chanel.

  2. Jorge Lopes
    02/08/2010

    Muito bem observado senhorita Amanda. Claras e diretas suas observações. Continue o trabalho.

  3. Milton
    02/08/2010

    Excelente Amanda! Fale dos candidatos dos Estados do sudeste

  4. Amanda Medeiros
    02/08/2010

    Bem lembrado menina Marina. Esse caso da Marta foi uma situação bem inadequada.

  5. Amanda Medeiros
    02/08/2010

    Obrigado Jorge.

  6. […] This post was mentioned on Twitter by Amanda Medeiros and Amanda Medeiros, Isabela Duarte. Isabela Duarte said: @alinedacar Pra vc q gosta tanto, último post da série: Dilma! http://www.conversinhafashion.com.br/2010/08/saber-onde-quando-e-como-mudar/ […]