Conversinha Fashion » 2010 » agosto
31 agosto 2010
Feliz em 10 minutos

Conselho banal mas que a gente as vezes esquece, dessas coisas que passam despercebidas, mas podem gerar uma grande melhora em nossas vidas. São cuidados que podem fazer a gente mais feliz, sem precisar de gastos financeiros. Esqueça a história de que tudo tem um preço, ou que tudo custa caro; alguns coisas custam sim caro, outras nem tanto. Em contrapartida, existem mudanças que pedem basicamente uma nova atitude, menos pessimista e mais aberta à sentir o que a vida trás. Aquela coisa de curtir o ócio, sabe? Interagir com o vazio, brincar com a falta do que fazer.

No mais, é tudo muito particular. Cito logo abaixo coisas que eu gosto de fazer, mas podem ser um estorvo para outras pessoas. As vezes, dar uma volta de carro te diverte enquanto escutar música bem alta diverte o outro. Todo mundo tem 10 minutinhos para si… e mente quem diz que não. São aqueles 10 minutos que você gasta com uma tarefa simples que passa a ser demorada por você já estar com a cabeça muito cansada e sem paciência; assim nada rende.

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30 agosto 2010
A alma da coreografia

Quem disse que a roupa precisa ser sempre a peça principal de um espetáculo? Nem no nosso espetáculo diário, nas passarelas do dia-a-dia, a roupa precisa ou deve ser ponto central. Quantas vezes já lembramos a importância de colocar o rosto em foco?! Para tudo há momento.

No caso de um figuro, como bem diz o termo, lembra um traje à complementar a arte deixando em primeiro plano aquilo de mais marcante dentro de tal forma de comunicação. Na dança, essencialmente no Grupo Corpo, a roupa nada mais é que uma extensão da essência do espetáculo no qual todos os elementos se abraçam numa sintonia que envolve até mesmo o mais desinteressado dos espectadores. Roupa como um prolongamento.

Em cada obra do Corpo, de 21 à Ongotô, passando por Santagustim, Bach, Benguelê, Parabelo… tudo se complementa. Música aliada à figurino misturado ao cenário que colocar em voga os movimentos ora sutis, ora marcantes, da dança. Como já foi dito inúmeras vezes por Freuza Zechmeister, responsável já a bastante tempo dela ‘imagem’ de palco da companhia (figurinista), o trabalho em conjunto é imperativo. Em sua palavras: “Não há diferença entre criar um figurino, um espaço ou um jardim. Trata-se da ocupação de um objeto no espaço”. Na malha, colante e reveladora, uma forma de dar liberdade aos bailarinos sempre valorizando o movimento. Quando existem detalhes, volumes, eles surgem como um apêndice; nada é pensado de forma isolada. Freuza indica cabelo, adornos, maquiagem… jogos de cores nas roupas que parecem se agrupar naturalmente entre as coreografias, reservando grupos e colocando em destaque um único elemento como numa pintura móvel que vai criando desenhos cada vez mais expressivos. Difícil, claro, é decidir em segundos para onde olhar.

Quando o corpo é a ferramenta, a linguagem principal daquele momento, a roupa se faz acessório numa extensão literal de movimentos e interpretações. Ainda nas palavras de Freuza: “O figurino anima a coreografia, no sentido mais fundo da palavra: dá alma. O que está dentro e o que está fora viram uma coisa só, que se movem no espaço do palco e no tempo da música”.

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29 agosto 2010
Combo facial

Vê o rosto desesperado de Betty? Ela está preocupada, sem saber como combinar harmonicamente o uso do combo de anexos faciais – aparelho ortodôntico e óculos de grau.

Qualquer coisa aplicada ao rosto, ou corpo, deve ser entendida como um acessório. Com isso a junção de muitos elementos pode mesmo virar uma confusão, mas nem por isso essa confusão é ou será feia. Veja o exemplo de Betty, em Ugly Betty, que com cabelão, óculos de armações coloridas, aparelho nos dentes, muitas cores e estampas constrói uma imagem interessante e coesa.

Buscando limpeza visual pense no seguinte. Para aparelho nos dentes a ideia é simples; pode parecer estranho, exagerado ou extremo mas evitar a utilização de metal próximo ao rosto ameniza o efeito do aparelho. Se o mesmo for transparente, ou interno, isso não faz diferença. O clássico aparelho de metal já polui um pouco o rosto sendo importante deixar as linhas da face limpas e leves, reservando a maquiagem pesada para olhos.

Nos olhos uma armação de tom neutro, que desapareça na pele, ou linhas finas limpas que não cubram os olhos. O óculos ainda precisa ser o ideal para seu formato de rosto, tanto na cor quanto na construção; nisso mais um bom motivo para procurar uma boa ótica, que costuma ter profissionais que entendem do assunto.

Agora, se a vontade é de uma imagem bem limpa vale fazer a linha Tina Fey que sempre trabalha com monocromáticos e cabelo impecável, imagem na qual um aparelho não faria estrago. Ela sempre está sem acessórios marcantes, utiliza peças bem cortadas e seu rosto fica em voga mesmo com a armação escura. O segredo está no uso de preto? Não, essa foi só uma coincidência. Mas a roupa com decote aberto, pescoço a mostra e testa limpa (apesar da discreta franja lateral) gera essa harmonia simpática.

Por fim acredito que uma boa receita seja misturar um pouco de Betty com um pouco de Tina, trabalhando com cores, estampas, mas sempre deixando as adjacências do rosto limpas e  claras.

27 agosto 2010
Vestir o corpo que tem… hoje!

As vezes me pego vendo Jessica Simpson nos sites de celebridades alô Ego, Katylene e Te dou um dado e me pergunto o que aconteceu com aquela garota radiante que eu acompanhava no seriado dela com seu ex marido (o Newlyweds).

Já não é de hoje que Jessica ganhou peso, mas até ai tudo bem. A silhueta mudou e aparentemente vai continuar mudando, nesse processo permanente de emagrecer/engordar. Seja o que for é preciso aceitar essa nova realidade, em cada momento. Vestir roupas do tamanho certo é pilar básico da imagem coesa e agradável, a chave para que tudo se resolva – ao menos visualmente. Encarar um tamanho grande quando se está acostumada ao pequeno não é simples, mas é necessário… com a vontade ou desejo de um dia, breve, voltar a ter o corpo que se tinha. Enquanto isso, vestir o corpo que tem… mantra de vida!

Tudo bem. No caso específico de Jessica Simpson podemos lembrar que ela nunca teve em seu caminho um apurado senso estético. Super magra e sarada ou mais curvilínea e acanhada ela sempre abusou de (des)proporções estranhas e combinações ‘ousadas’ que parecem ficar duplamente esquisitas quando num manequim de tamanho errado. Uma coisa meio Britney Spears, diga-se de passagem. Quando o corpo é parte do trabalho é preciso estar em dia com a imagem e não apenas apostar em um discurso bonito e alinhado. Jessica disse, um dia desses, que não é preciso ter uma cintura fina para ser feliz… super poético, concordo e assino embaixo… mas nem por isso é preciso utilizar roupas que enfatizem os pontos delicados da silhueta. Com a roupa certa, no jogo certo, Jessica ficaria muito melhor colocando em voga rosto, cabelos e voz que – seja o manequim 36 ou 42.

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26 agosto 2010
Nova idade e continuidade

Fazer aniversário pode ser difícil, eu sei. Vários dramas pessoais, problemas sentimentais, insatisfações profissionais e outros ‘ais’ fazem da data de virada um dia de reflexões e revisões – que se estendem aos dias antecedentes, como que uma contagem regressiva para o momento fatal. Um avanço na contagem. E não falo de introspecção, também comum em aniversários… falo de sofrimento e depressão. Se essa mudança é dolorosa indica que algo na sua vida está errado, ou apenas não está tão certo quanto deveria estar… paciência. A partir do momento em que vivemos sem ter controle de tudo o que acontece, por todo momento, não há razões para desesperar se perguntando por que seus sonhos e desejos de criança não se realizaram a tempo do seu planejamento. Planejar e focar são atitudes essenciais, mas não podem prender seu caminho. A idade chega e com ela coisas boas aparecem… basta pensar em tudo o que você não tinha e hoje tem, mesmo que sejam pontos como responsabilidade ou senso de direção. Não são só as rugas ou o sobrepeso que surgem com o tempo… existem coisas boas, dessas que não tem preço, que lhe dão um conforto ou segurança que você não conhecia a uma década atrás. E esse processo de aceitação, que não pode ser confundido com acomodação, lembra que nossa imagem deve caminhar junto a nosso envelhecimento, sem precisar para isso perder as características básicas de sua essência; o sexy fica mais sutil, o romântico perde a infantilidade, as pitadas tradicionais ganham força. Para que esse processo funcione é preciso estar sempre atento às suas evoluções pessoais, numa conversa frequente consigo mesmo – bem além do “Tá joia? Estou ótima!” automático do dia-a-dia.