Conversinha Fashion » 2010 » julho
31 julho 2010
Ooops!

Não é porque a fonte das imagens é um famoso blog de street style que temos que amar tudo ou abrir mão de observar pequenos detalhes. Vemos por ai, em fotos que são lindas muitas vezes nem tanto pela roupa mas sim pelo contexto e pela foto em si, vários probleminhas que provavelmente nem seriam notados na ruas, com as roupas em movimento. Acontece que um clique estático é capaz de revelar detalhes desastrosas que podemos e devemos evitar na nossa vida.

Na sessão de hoje, de crítica chata, três pontos básicos: roupa amassada, roupa apertada e roupa transparente.

Sobre a roupa amassada. Alguns tecidos possuem um amassado natural, impossível de evitar; como exemplo podemos citar o linho. No entanto um amassado natural é bem diferente do amassado de uma ceda, por exemplo. Perde a peça, perde a estampa e perde a composição geral – como visto no primeiro exemplo.

Sobre roupa apertada. Existem alguns pontos da silhueta que saltam com o uso de roupa apertada ao extremo; são eles a barriguinha, o culote e a parte mais cheia dos braços. Com a roupa colante em cor clara o efeito de ampliação é dobrado, tirando muitos pontos da composição.

Sobre roupa transparente. Difícil alguém sair sem querer com uma roupa transparente ao extremo. Trata-se de uma escolha a qual acho pertinente colocar em linha o fato de que as pessoas ‘do mundo’ não precisam ver seu corpo no meio da rua – por mais bonito que ele possa ser.

E vocês, o que acham? Acho válido o exercício pra tentar perceber quais escorregadas cometemos no nosso dia-a-dia e de qual forma podemos melhor evitar esses contratempos por vezes inocentes e despercebidos.

30 julho 2010
O lado B da falha

Aprender com o erro é receita de sucesso, não só para dramas visuais mas também, e principalmente, para tudo o que acontece na vida. Quando falhamos, ou meramente erramos, tendemos a canalizar a energia em busca de melhorar ou aprimorar aquele deslize. Essa pode ser uma visão idelizada do comportamento humano, mas quem ainda não encara a vida assim não sabe a chance que está perdendo de ser melhor dia após dias.

Enfim. Sabe aquele dia em que vestimos uma roupa que não fica bem? Aquela sensação prolongada de que o look não ficou bom? E com cada reflexo, cada espelho, a certeza de que você não fez uma boa opção cresce… sabe? Aproveite esse momento de luz! Observe bem o que não caiu bem, se foi o jogo de cores ou a proposta da reunião de modelagens e evite no futuro! Pior que fugir dessa análise cruel – cara a cara com o espelho – é repetir sistematicamente uma opção inadequada.

Cada falha trás consigo uma lição, cada erro um proveitoso aprendizado.

28 julho 2010
Melhorias e evoluções

Não se cria um estilo, assim como não se molda questões de personalidade. É possível lapidar, melhorar, aprimorar um visual oferecendo alicerces para construir uma forte identidade visual. Trata-se de um trabalho conjunto, em equipe, ou um processo solitário. O que constrói a base desse exercício é a pesquisa, que pode chegar pronta ou pode ser realizada pela própria pessoa.

As informações estão ai, em todos os lugares. Mas o que fazer com essas tais informações? Como tirar proveito delas? Como selecionar os pontos ou detalhes adequados? Porque de nada adianta saber tudo sobre algo que não será útil à você. Pesquisar, montar um quadro de referências, observar as pessoas na rua, tudo serve como bagagem… erros inspiram melhorias, inseguranças abrem portas para desafios.

Dizem que não existem pessoas feias, existem apenas as mal vestidas. Devo, em partes, concordar. Um bom arranjo enfeita qualquer vaso simples, desprovido de beleza natural; mas esse ponto extra de interesse, fora da beleza de berço, pode estar em características nada visuais. Trata-se do fator charme, que seduz e encanta todos aqueles ao seu redor. O que dizer de alguém que só por um olhar ou por um sorriso consegue tudo o que quer? As vezes a beleza estética nem é um atrativo, mas a personalidade chama mais do que se pode imaginar.

Enfim, lapide ou melhore seu visual utilizando as armas que você possui. Lance mão de artifícios variados, observando além do que se pode tocar. Saiba como manipular o conhecimento adquirido, trocando ou revisando detalhes que mereçam uma certa adaptação. Por fim, imponha-se sabendo quais são seus diferenciais.

Leia mais

23 julho 2010
Falhas sutis, porém definitivas

Leva um tempo até você descobrir com clareza o que faz com que a imagem de uma pessoa fique apática e sem destaque. José Serra repete, campanha após campanha, um mesmo tipo de semblante morno e sem energia que sem sombra de dúvida lhe rouba votos. Simpatia é a alma da política, o canto para aqueles que votam superficialmente – cada um sabe o que faz. Sendo assim um visual triste, desanimado e apagado pode ser a destruição de um candidato.

Simplicidade que não funciona…

Elementos claros fazem de Serra um desses personagens políticos caracterizados por pouca simpatia e, além do pouco talento para estrela sua cartela de cores está errada. Ele lança mão dos tons clássicos do guarda-roupa masculino que não funcionam bem em seu tom de pele claro ao extremo. Seu rosto, já com aparente pouca circulação de sangue, some com os azuis acinzentados – que caem tão bem nos homens de pele morena – seja clara ou escura. A sensação é de um tom sobre tom fechado… ou um nude completo.

Um ensaio para um caminho mais adequado.

Além disso tem-se a questão do corte e caimento de suas roupas que não valorizam a silhueta mais larga na região do quadril, com ombros caídos e outros detalhes fáceis de perceber. Acontece que as roupas quase sempre largas e tortas, que não casam bem com seu corpo, passam uma sensação de desmazelamento que já muito prejudicou outros no passado. Jeans e camisa social com mangas arregaçadas podem gerar aproximação ao povo, mas funcionam bem em corpos bem talhados… talvez um corte alinhado, uma calça social ou uma camisa um pouco menos simplória, feita sob medida, poderia gerar efeito de mais impacto levando ao centro das atenções aquele que espera comandar a nação. Visual político não é receita de bolo, não pode ser aplicado de maneira igual a todos os candidatos… e para José Serra uma mudança, agora talvez já muito tardia, alteraria o rumo da história.

Por fim, o caso da gravata vermelha. O que pode ser pensado como elemento de conexão entre Serra e o atual presidente acaba não funcionando e é um truque, digamos, bem arriscado no cenário atual. Melhor seria o fortalecimento de sua própria identidade que não se estruturará sozinha, por feitos no passado ou por uma história vendida como envolvente.

Aqui não se discute discurso verbal, escolhas políticas ou preferências no cenário eleitoral. Analisamos imagem, que pode e deve potencializar todas as qualidades de um grande político.

Leia mais

22 julho 2010
Pois então…

Sobre o questionário que pedi para vocês responderem… ainda está em tempo de me ajudar pois vou continuar conferindo as respostas. De toda forma já estou publicando esse retorno em forma de vídeo. As críticas, sugestões foram bem recorrentes, sempre tocando na mesma teclado… tirando o fato de que algumas pessoas gostam de coisas que outras não gostam, e vice-versa. Normal.

Enfim.

1. Sim, sei que preciso fazer posts menores;
2. Vou buscar ilustrar melhor os posts;
3. Vou aparecer por aqui, em vídeos ou fotos… ainda não sei em qual contexto;
4. Quero inserir novos temas, outros assuntos (aceito colaboradores);
5. Tentarei (com grande esforço) postar com mais frequência.

Agradeço novamente aos leitores, novos e antigos, e espero poder fazer do Conversinha um espaço cada dia melhor.

Leia mais