Conversinha Fashion » 2010 » maio
22 maio 2010
Pequenas considerações

Nem todo mundo vai gostar de você e nem todo mundo precisa gostar de você. Que gostem de você aqueles que realmente importam, aqueles que para você significam de fato alguma coisa. A busca por aceitação, por ser querido (admirado e elogiado) leva a um cansaço eterno que desgasta sem razão. Por mais motivos que você possa apontar para que gostem de você existem outros motivos que automaticamente, e talvez injustamente, fazem com que muitos não simpatizem com sua companhia ou mesmo com sua presença. Pode ser questão de ‘santo que não bateu’, desacordo de opiniões, ou mesmo o mero fato de que o outro se sinta ameaçado (de alguma forma) pela sua existência nesse ou naquele contexto. E dai entra em ação a atitude quase que automática do outro de querer lhe afastar das possibilidades que são suas – por merecimento. O que fazer? Querer morrer ou querer se adequar as ambições do outro? Mantenha-se firme em seu caminho que na vida existem vários desafios maiores e definitivamente mais importantes.

Chanel não se adaptou as convenções, não se limitou aos pensamentos de uma época. Nem todos gostavam de suas escolhas visuais, pelo contrário… muitos a criticavam, uma atitude quase que típica e esperada perante aqueles que já nascem com algo a mais. Em suas ousadias o nascimento de um ícone, alguém que influenciou e influencia legiões de mulheres. Em proporções menores, ou maiores não sei, nossa vida se faz cheia de desafios e desafetos, sejam passageiros ou eternos. Por isso eu acredito na importância cada vez mais urgente de agir e pensar de acordo com suas crenças, pois é nessa atitude que está a energia que tanto irrita os demais… essa mania de insistir… talvez é nisso que esteja a chave para o crescimento (meu e seu). Trabalhar isso na sua forma de vestir pode ser um bom exercício… mas não espere elogios de todos; fique atento ao olhar que nunca engana – seja ele torto ou sincero.

22 maio 2010
Pegando emprestado (literalmente)

Moda feminina inspirada no guarda-roupa masculino não é novidade. Da mesma forma não é nenhuma novidade fazer uso de peças ou acessórios de homens – sem perder a essência ou tom feminino.

Uma fragância masculina pode ser incrivelmente sedutora, sem ser enjoativa; da mesma forma um relógio de homem pode fazer um bom contraste com os braços delicados da silhueta de uma mulher. Se o blazer ou a calça jeans “do namorado” foram criados em reproduções de modelagens masculinas ampliadas para os corpos curvilíneos das mulheres porque não arriscar e seguir de maneira literal a indicação de jogar com peças dos homens?! Mais que inspirar-se levar a orientação a seu último ponto – num processo de real imersão.

Para não exagerar, e ficar de vez masculinizada, vale lembrar de marcar de alguma maneira um ponto do corpo, ou mesmo brincar com cabelos soltos, maquiagem de boca marcada ou um pouco mais de pele exposta em decotes abertos ou comprimentos encurtados. Algo no seu visual deve avisar que nem o corte forte e pesado da moda masculina é capaz de estragar ou colocar em teste sua feminilidade. Mais importante que os detalhes e processos da construção de um visual é o seu resultado final… Esse sim será analisado.

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20 maio 2010
Mais que uma meia-calça

Longe das regras do pode ou não pode precisamos pensar de forma lógica e a matemática visual indica que o resultado da adição de certos volumes desencadeia numa potencialização de peso que acaba multiplicado ao triplo ou quadrado formas planas ou tridimensionais. É bom fazer alguns cálculos mentais antes de comprar e usar uma meia-calça enfeitada, para que a brincadeira não lhe cause estranheza a cada vez que você se ver refletida, e ampliada, em paredes espelhadas.

Meia-calça enfeitada equivale a todos os modelos com estampas, texturas, detalhes ou linhas decorativas, fazendo das pernas um foco do visual. Elas não são vilãs, pelo contrário; são excelente opção para dar uma atualizada em peças batidas, construindo composições renovadas e perfeitas para o clima da estação.

Simples de entender e fáceis de visualizar são os modelos lisos, que podem ter adição de cor ou brilho. Quanto mais brilho, mais adição de peso visual. Além disso cores extremamente abertas, claras, agregam volume. Os modelos opacos funcionam bem fazendo a linha legging, acompanhando comprimentos curtos ao extremo. Os modelos mais grossos são boa alternativa para segurar as pernocas no lugar, se é que vocês me entendem.

Detalhes carecem atenção. Quanto maiores, mais agregam peso visual e quanto mais espalhados ou abertos esses detalhes mais eles ampliam a região das pernas. Vale entender que entre aumentar ou diminuir as coxas está uma questão que pode agradar uns e desagradar outros, por isso não há de forma alguma certo ou errado. Pense no que irá funcionar no seu corpo. Veja que padrões, estampas ou detalhes seguem linhas horizontais, verticais ou diagonais; pela orientação mais direta já sabemos a tempos que as linhas horizontais alargam enquanto as verticais afinam… já as diagonais apontam para fora ou para dentro, indicando uma das opções acima apresentadas.

Chegamos nas meias trabalhadas que são as que costumam gerar mais confusão. Meias rendadas ou muito estampadas, como acontecem com os modelos xadrezes, tendem a aumentar as pernas principalmente se houver grande contraste entre as linhas do próprio desenho ou mesmo entre pele e meia-calça. Quanto o acessório se integra ao corpo de forma natural ele geralmente se confunde a silhueta, melhorando o resultado final.

Enfim, procure formas de fazer com que a meia-calça funcione com o seu corpo e também com as peças que irão acompanhar a mesma. Se você faz imensa questão de usar um modelo determinado procure roupas que valorizem o complemento e seu corpo, evitando escolhas aleatórias ao extremo.

Os modelos aqui apresentados são todos da Trifil.

19 maio 2010
Um mês sem compras

Para quem trabalha diretamente com compras e tem acesso quase que diário a roupas novas, acessórios bacanas, produtos cosméticos e afins, manter o equilíbrio emocional e financeiro pode ser um grande desafio. Aquisições pouco pensadas geram problemas das mais diversas espécies e foi pensando nisso que me lancei no desafio de ficar um mês sem comprar nada…. nada! O que no início parecia difícil ficou fácil. A experiência de poder sentir a carência de seu guarda-roupa, dos livros, das ferramentas de trabalho faz com que você consiga visualizar do que você precisa. Além disso você se obriga a utilizar coisas que estavam sendo deixadas de lado ao serem substituídas por novas compras. Um ciclo sem fim! Trata-se de uma ótima oportunidade para usar aquele shampoo que estava guardado, ler aquele livro que parecia menos interessante que outros ou mesmo jogar na bolsa a caneta bonitinha que havia virado enfeite. E pro guarda-roupa nem é preciso dizer o bem que uma pausa nas compras faz… você consegue ter maior consciência do que realmente precisa e do que lhe fez falta durante esse tempo. Agora, já “liberada” para as compras, a ansiedade de adquirir algo novo praticamente desapareceu e no lugar fica a confiança de saber exatamente de quais coisas preciso e quais foram meus últimos erros de consumo (não só de roupa, mas de tudo!). Alguém anima?!

17 maio 2010
Motivos para amar veludo cotelê

Ele não marca o corpo e acrescenta relativo pouco volume, remete a elegância e é perfeito para se trabalhar reunião de texturas. O veludo cotelê é figura fácil de todo inverno ou mesmo das épocas com leves quedas de temperatura; protege o corpo sem esquentar ao extremo. Aparece recorrentemente em calças, casacos, jaquetas, com aquela aparência forte na medida, sem agredir o visual. Trata-se de um tecido levemente felpudo com linhas separadas por sulcos, simulando uma mini risca-de-giz 3d empolguei na descrição, mas tudo bem.

Não existe receita de combinação certeira, mas é interessante reunir um tecido liso, sem interferências, com outro de textura para deixar o visual mais trabalhado e ainda assim equilibrado – evitando qualquer exagero. O veludo cotelê pode ser aplicado na porção mais seca da silhueta. No entanto não se faz uma regra essa escolha pois as linhas verticais discretas mas ainda aparentes da trama acabam por gerar aquele efeito visual de alongar o corpo.

É um material bem robusto e duradouro, de relativa fácil manutenção. Apesar de não estar em voga, numa temporada de muito couro e afins, o veludo cotelê é clássico, atemporal, e por isso é sempre um bom investimento… até porque não possui preço alto ou algo do tipo.