Conversinha Fashion » 2010 » abril
28 abril 2010
Cintura aqui ou ali

A altura da cintura do jeans influencia totalmente o efeito do mesmo em sua silhueta. Entre alongar pernas, afinar cintura e segurar a barriguinha alguns dos efeitos possíveis do tamanho do gavião que entra como parte chave do caimento de tal peça. Antes mesmo de indicar regras é preciso dizer que adaptações possibilitam variações, mas sempre focando no conforto e na adequação com relação a sua silhueta.

Por isso ao pensar na cintura do jeans:

  • Esqueça modelos que apertam e fazem as gordurinhas saltar;
  • Evite folgas ou aberturas na parte de trás (da-lhe ajustes de costureira);
  • Observe possíveis franzidos ou volumes esquisitos na região da pélvis.

Um cintura mais alta cria a sensação de pernas mais longas, encurtando por consequência ou tronco. Para quadris em voga vale colocar a peça da porção superior para dentro da calça, ou mesmo trabalhar com jaquetas, blazers ou coletes curtos que evidenciam coxas e bumbum. O lado ruim? Culotes ou gordurinhas bem localizadas na barriga pode aparecer muito no caso de um jeans mais ajustado.

A cintura baixa gera efeito inverso ao da cintura alta, deixando o tronco alongado. O bumbum abrasileirado e as coxas bem marcadas podem ficar bem com uma cintura mais baixa, no entanto as comuns gordurinhas laterais pode fazer da peça uma armadilha a cada passo – a calça fica caindo a todo momento, com grande deselegância.

A cintura mediana, padrão, é a mais justa e versátil. Pode ser utilizada tranquilamente com peças curtas ou longas na porção superior, além de ser uma boa forma de segurar os pneuzinhos sem arriscar o visual do quadril como um todo. Nela o posicionamento dos bolsos deve ser muito obeservado, pois os mesmos podem ser baixos ou altíssimos interferindo demais no resultado final.

Descobrir qual o melhor jeans para seu corpo é essencial para se dar bem com essa peça prática mas muitas vezes complicada. Analise, então, localização da cintura, o tipo de barra e o comprimento que são as bases de tal modelagem.

As imagens são do site da Levi’s.

27 abril 2010
visual para evento de moda

Em eventos de moda vemos de tudo um pouco. Pessoas fantasiadas, produzidas ao extremos, fazendo carão e querendo literalmente chamar atenção. Há também o grupo que prefere a neutralidade, mas nem por isso abre mão da elegância e da classe… existem os presos as tendências e também aqueles que acham justo e prático se manter dentro do seu visual cotidiano.

Não existe dresscode para fashion weeks, mas uma coisa é certa… exagero ou simplicidade extrema tendem a ser caminhos desagradáveis.

Indicar um visual adequado acho algo bem desnecessário e sem fundamento, mas certos personagens podem muito bem ficar guardados para a próxima festa a fantasia.

Evite fazer a linha nerd fashionista, com cara blasê e pose de grande entendedor das peculiaridades do mundinho da moda. Não cola se for fake e só funciona quando é algo que sai muito de dentro pra fora – ou seja, com os que verdadeiramente precisam de óculos de grau para enxergar e são de fato cultos e conhecedores de história da moda, história da arte, sociologia, antropologia, cultura pop e por ai vai.

Deixe o visual arvore de natal para os pinheiros lá pelo mês de dezembro e trabalhe com um número normal de referências visuais. Dentro da sua personalidade você pode sim carregar um pouco mais nas cores, acessórios, peças ou estampas, mas faça isso apenas se for algo comum na sua vida. Caso contrário a mensagem fica falha e não cola – eu te garanto.

Rainha das tendências e marcas caras não combina com o espírito cada vez mais business dos eventos de moda, que focam na mídia (claro), mas te fotografam para as revistas/sites de fofoca só se você for uma grande (ou sub) celebridade ou então um ex bbb. Nada contra a marca em si, mas tudo contra a necessidade absurda de mostrar que tudo o que você veste é, ou foi, supostamente caro. Coisas bem diferentes atraem mais.

Confie nos seus instintos e aposte em um visual que lhe seja agradável, interessante esteticamente e que lhe dê confiança. Preocupar-se ao extremo apenas gera tensão que leva ao erro.

Vou cobrir o MinasTrendPreview a partir de quarta-feira. Fica a dica!

26 abril 2010
Só pra constar

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25 abril 2010
Saia da Zona de Conforto

Sair do visual padrão costumeiro, quase que banal, é um exercício diário de força de vontade e coragem no qual testar e experimentar novas formas surge quase que como uma possibilidade de aprimoramento de sua personalidade. A zona de conforto limita e poda a chance de que pontos interessantes de uma imagem sejam revelados.

Existem formas de dar um empurãozinho para quebrar essa barreira que impede, mesmo que emocionalmente, o uso de peças, cores ou combinações diferenciadas, mas vale sempre lembrar que nada disso deve causar imenso incômodo ou gigante chateação. Ficar um pouco sem graça é bem diferente de se sentir atacada ou, digamos, violentada.

  • Livre-se da insegurança e leve para casa uma peça fora do seu padrão, com a certeza de que depois você poderá voltar e realizar uma troca – em último caso. Pode ser uma estampa, um corte, um acessório que você nunca imaginou usar. Veja que se ele segue as regras ou indicações para seu corpo e estilo a chance de lhe valorizar é gigante.
  • Compre um look pronto contendo a peça ousada em questão que, separada, lhe faz perder o rebolado; a segurança de uma produção montada pode funcionar como porta de partida para outras opções, mas solicite a vendedora ou a alguma amiga antenada que lhe indique novas possibilidades de combinação.

Quebre a barreira que lhe joga essas limitações através de atos instantâneos de coragem capazes de lhe ajudar não apenas no campo da imagem mas também na vida pessoal/profissional. A zona de conforto pode lhe parecer segura hoje, mas no futuro tende a bater uma permanente sensação de que você poderia ter conseguido mais sucesso na vida (no geral) se tivesse adotado uma postura mais arrojada e livre de preconceitos. Não deixe o medo da crítica lhe rebaixar ou limitar.

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20 abril 2010
Idade e Realidade

Já são mais que comuns elogios quanto as roupas de Tereza em Viver a Vida. Tal admiração parece não estar apenas nas peças em si, sempre bem coordenadas… o brilho do figurino fica por conta da adequação entre idade e realidade. Ao contrário do que muito já se viu por ai, personagens na casa dos cinquenta anos vestidas como meninas ou mesmo o contrário, o que se percebe na Tereza é uma maturidade visual que não lhe envelhece… ao invés disso apenas valoriza sua beleza. Uma mulher, mãe, super digna.

Tereza não se joga no preto, escondendo as curvas bem delineadas da silhueta. Ela trabalha com cores alegres, tons neutros e vai até mesmo pela aplicação de estampas modernas – longe de padrões florais, sempre recorrentes com o avançar da idade. Nos pés o calçado pode ser até mesmo confortável, mas leva charme em aplicações ou tiras finas e delicadas… sem aquela de sapatinhos fechados e muitas vezes grosseiros. Os acessórios são interessantes, mesmo clássicos e elegantes. Na modelagem das peças um dos pontos altos de seu visual que mistura a perfeição da alfaiataria com volumes delicados ou cortes amplos. Visual moderno, correto e ainda assim diferenciado.

Acompanhar novelas, sites de fofoca ou mesmo dar uma olhada rápidas nas revistas de celebridades espalhadas por salões e consultórios serve para tentar sentir o que lhe atrai em determinadas ideias, levando isso para sua vida. Cópia? Não, inspiração.

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