Conversinha Fashion » 2010 » março
30 março 2010
Eu chamo de Botinha

Uma das peças mais faladas e esperadas de todo inverno são as botas, que aparecem em modelos e tipos diferentes estação após estação. Seguindo as referências da temporada o que se encontra são modelos mais pesados, com aplicações de tachas e rebites, ou então os modelos com textura trabalhados na camurça ou mesmo no couro com nervuras. Nas variações do corte opções que podem ser tranquilamente aplicadas nas mais variadas silhuetas – basta focar no equilíbrio das proporções entre a relação roupa e corpo.

Assim como pede a tendência as botinhas devem possuir bico fino, compensando o cano curto que costuma encurtar as pernas; com a ilusão de pés alongados, afinados na extremidade, esse efeito é amenizado. Os saltos, vertiginosos ou moderados, agregam estatura e alinham as curvas do corpo com grande sensualidade.

Fivelas, aplicações ou detalhes aparentes são enfeites que servem como forma perfeita de expor muito do seu gosto pessoal, como uma maneira de se revelar mais do que lhe agrada e seduz. É claro que um número grande de detalhes ou pontos focais acaba por atrair olhares para essa parte baixa do corpo, só que pode-se pensar além da questão do equilíbrio visual e harmonia entre formas brincando com a sedução características dos sapatos – puro fetiche. Está ai uma das razões que aparentemente vêm virando a cabeça das mulheres… os sapatos da estação são altamente charmosos, sugando olhares e despertando o desejo de consumo por essa pegada fortemente sensual e mazoquista. Já percebeu?!

Mas nem tudo precisa ou deve ser assim, tão sexual. Sabe-se que dentro desse universo de ankle boots existem cores, modelos mais lisos e refinados, além das variações abertas que imitam sandálias. E pra tudo isso há um nome teórico, um nome real para a peça, que acaba por ser super relativo então viva a generalização.

Pra fechar fica a dica de trabalhar com monocromáticos ou linhas contínuas se você sente receio em cortar demais o corpo e acabar com a silhueta achatada ou aumentada. Para as mulheres super altas e magras vale trabalhar com mais recortes horizontais espalhados pelo corpo, desenhando as curvas que você sempre quis ter. E, cansou da peça utilizada com vestidos, bermudas ou saias? Joga com uma calça que esconde perfeitamente o segredo da peça, tomando o cuidado para usar uma meia curta da cor do sapato para não deixar a mostra aquela faixa de pele sempre que for se sentar.

As primeiras botinhas são da Schutz; já os modelos da segunda imagem são Arezzo.

30 março 2010
Só pra constar…

É na frase famosa do filme Jerry Maguire, que tiro forças pra aqueles dias onde o mundo parece virar todo contra mim, e tudo começa a dar errado. Se entregar ao acaso do azar não é a solução e a melhor maneira de reagir é insistir na esperança de que ao fim do dia uma notícia boa alegre a vida. E se não existem motivos aparentes para ter forças vale lembrar daqueles que amamos – seja o marido, a mãe, o amigo ou o cachorro. Você pode amar sua casa, amar seu bairro, amar a viagem que estar por vir… quem vai julgar seus pensamentos mais íntimos?! Tire dai força e inspiração pra continuar porque “quando o coração está vazio, a cabeça não serve pra nada”.

24 março 2010
A Camisa Perfeita

Toda mulher precisa de uma boa camisa no guarda-roupa, mas ela não deve ser necessariamente branca, de mangas longas e corte acinturado – clássica e limpa. Já sabemos que os clássicos ou básicos de cada guarda-roupa dependem das necessidades de quem usa e essas peças devem servir como base para um leque amplo de composições. Enfim, um determinado tipo de camisa sempre lhe será útil, mas há de se buscar aquela que esteja adequada a sua silhueta e as suas necessidades.

Uma boa camisa deve ser curinga no guarda-roupa, servindo para compor diversos looks – combinada não apenas a calças, mas também a saias, shorts, bermudas ou mesmo na sobreposição com vestidos. Aplicações, punhos trabalhados, texturas ou nervuras entram como forma de expor um pouco mais do seu estilo, sem aquela de uniformizar por completo todos os visuais.

Mas se é difícil encontrar uma camisa perfeita para sua silhueta e gosto vale apostar nas feitas sob medida, que garantem que suas expectativas serão supridas. O cuidado deve estar em observar se a peça é realmente bem feita, pois defeitos na modelagem podem deformar (e muito) o corpo. No mais é escolher tecido, detalhes, corte, aviamentos e pronto.

As camisas que ilustram o post são da Lehnen.

22 março 2010
Nada pra usar?

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Até mesmo de bons guarda-roupas sai a afirmativa triste e dramática de que não se há nada para usar; nada de bom, nada de proveitoso, nada adequado para aquele momento ou evento em questão. O que pode ser reflexo de um dia ruim também pode ser real, onde a aquisição de algo novo surge como saída certeira. No entanto ao invés da compra isolada de um look completo o melhor a se fazer é investir em peças que complementem algo legal que você já tem no guarda-roupa, gerando formas de intercalar looks e combinações que potencializam suas possibilidades.

Dentro das questões que devem ser exploradas pela sua imagem a compra inesperada deve suprir as lacunas apontadas por seu acervo, sem sair do contexto que lhe agrada. Tire como ponto de partida algo que se faz útil para aquela ocasião, seja uma peça marcante ou um acessório. Imagine opções, sem idealizar algo impossível de se encontrar rapidamente, e vá em busca do que se espera – focando no seu objetivo final.

No entanto se você se sente incomodada ou decepcionada com seu guarda-roupa dia após dia há de se pensar que talvez seu guarda-roupa está realmente incompatível a sua realidade, gerando essa frustração recorrente. Mais do que comprar coisas novas é preciso repensar sua imagem, saindo das bases do estilo pessoal e das linhas de sua silhueta. Roupas, de alta qualidade e linhas modernas, não bastam… é preciso adequação.

A frase é do livro ‘Nothing to Wear?’ de Jesse Garza e Joe Lupo.

21 março 2010
Dor no pé?

O uso de salto alto desencadeia para quase todas as mulheres muitas dores nos pés, pernas e quadris, principalmente no caso dos saltos vertiginosos. O desejo de aparentar maior estatura ou uma postura mais alongada pode fazer valer o esforço que chega a ser triste quando o sapato se transforma em instrumento de tortura atrapalhando o desenrolar das tarefas diárias ou mesmo o momento de diversão. Cabe dosar a real necessidade de tal tipo de calçado, buscando formas de amenizar ou controlar um possível sofrimento.

O efeito gerado por um salto super de muitos centímetros pode ser muito parecido ao efeito de um salto baixo, com cerca de três ou cinco centímetros… as pernas ficam melhor torneadas com qualquer elevação, que ainda projeta para trás quadril e bumbum. Fica todo mundo feliz e elegante.

Para quem quer apostar em super saltos, mas ainda assim sofre, certas palmilhas e afins ajudam e muito a vida. É preciso, antes de tudo, entender onde se concentra a dor e como, quando, ela acontece. Veja quais partes de seus pés costumam ficar marcadas, virando calosidades ou mesmo feridas (ui!). Olhe quando isso costuma acontecer, se acontece por conta de caminhadas ou apenas pelo uso normal/padrão do sapato. Entra ai a questão do bom senso onde um sapato que machuca logo quando se calça deve ser evitado.

Dores na planta dos pés pedem palmilhas de silicone localizadas na base da frente do calçado; machucados causados por atrito ou fricção do sapato com a pele pedem por palmilhas inteiras, que viram quase que uma almofadinha para os pés; machucados em calos já existentes pedem por protetores de calos; problemas com os calcanhares e tiras cortantes de sandálidas/sapatos são resolvidas com protetores para calcanhares; incômodos gerais, variados, encontram alívio nas tiras adesivas protetoras… ou mesmo nos velhos conhecidos Band-Aid. Beleza, sempre… mas com mínimo ou (de preferência) nenhum sofrimento.

Não se trata de uma propaganda da Dr. Scholl’s, que é a única marca que conheço com essa ampla gama de produtinhos para melhorar ou aliviar o sofrimento de todos os dias – para homens e mulheres. Então fica a dica.