maio 17, 2012 | Nenhum comentário
Há aqueles que sofrem com tristeza e frustração por encarar diariamente as realizações alheias e as vitórias que amigos, conhecidos ou parceiros colecionam. Aparentemente alegrar-se com as conquistas de terceiros é um grande desafio para aqueles que não conseguem entender que o copo pode estar meio cheio, ou meio vazio – é tudo uma questão de ponto de vista.
Na vida, são mais felizes e tranquilos aqueles que curtem os dias de sol e viram rapidamente a página dos dias cinzas. Superar decepções, quedas, falhas, erros e desastres passa a ser um exercício quase que diário para quem luta incessantemente para conquistar o que deseja e, assim, acaba escorregando na busca por sonhos e desejos – na busca pela tal felicidade. E, nessa brincadeira, existem duas saídas quase que opostas, mas complementares, que dividem as pessoas em dois grupos. Existem aqueles que abraçam o que há de bom e os que dormem com tudo o que há de ruim. Assim, os que estão sempre revirando coisas não tão empolgantes acabam sendo obrigados a encarar a paz e a leveza de quem respira coisas legais, ainda que passe, ou tenha passado, por uma maré difícil. Tudo isso chega a ser plenamente desnecessário, já que todo esse gasto mental exigido para se chatear ou entristecer com a felicidade alheia estaria sendo melhor aproveitado ao ir em busca do que lhe faz bem, do que lhe deixa feliz, ainda que de forma atrapalhada. Da mesma forma que viver em um falso mundo cor de rosa é cansativo, também é muito estressante viver em um eterno mundo sombrio, no qual você se faz de vítima sem fim. O meio termo é sempre a solução, mas é óbvio e inegável que valorizar os dias bons, e superar os dias ruins, é a receita para viver bem e em paz consigo mesmo. Assim, vale repensar seu, ou o nosso, discurso antes de reclamar que a vida dos outros é melhor e mais fácil. Vale gastar mais tempo curtindo o que há de bom ao invés de invejar e desejar a alegria alheia, que faz parte dessa outra pessoa e de sua capacidade de ser incrível.
posts relacionadosmaio 15, 2012 | Nenhum comentário

Sem a presença de nenhuma cor vibrante, apenas com neutros claros e escuros, o lookbook da ClubMonaco mostra que texturas e sobreposições funcionam como forma de deixar o visual mais interessante. Tudo isso com esse tempero folk que é despojado, cheio de charme se esforço.
E com peças fluidas, tecidos maleáveis, cheios de movimento, fica ainda mais evidente o efeito de leveza. Nos pés, nem mesmo um sapato um pouco mais pesado é capaz de poluir o visual.
A ideia é ótima para o inverno que é caracterizado por muitas sobreposições. Esse jogo de neutros, de bege, branco, preto, cru, marrom, é delicado no ponto, seja com um grande volume de peças ou com uma super combinação de itens.
posts relacionadosmaio 14, 2012 | Nenhum comentário
A verdade é que não existem regras ou listas de necessidade em se tratando de moda – ou de qualquer outra coisa. Existem prioridades e, sempre, necessidades que muito variam de pessoa para pessoa, de caso para caso. Este é o caso, aliás, do número de bolsas que cada um possui, que aqui servirão como base para exemplificar toda uma lógica de desapego e simplicidade. Pensando claramente, uma pessoa não precisa de uma ampla coleção de bolsas… mesmo porque este acessório, por mais útil que seja, não precisa ser lavado e passa, esporadicamente, por limpezas que uma hora ou outra desencadeiam no descarte do item, seja por ele já estar velho ou por não combinar com o estilo de vida. Assim, sendo realista, longe do consumismo e do desejo louco que temos de ter um visual diferente para cada dia (como se isso fosse possível na vida de pessoas reais), podemos cair na seguinte conclusão: precisamos, basicamente, de três bolsas.
Uma bolsa é a bolsa do dia-a-dia e seu tamanho vai variar muito de acordo com o estilo de vida e com seus hábitos. O que você considera importante levar com você todos os dias?! Caso você tenha que carregar meio mundo, incluindo um computador, ou outra coisa qualquer que precise de espaço, vale apostar em modelos grandes e amplos, sem esquecer da importante harmonia visual que deve haver entre bolsa e silhueta (relação altura e proporção). Para finais de semana, ou mesmo momentos de lazer que fazem aquela quebra na rotina, vale uma outra bolsa que pode ter cor, textura ou forma diferenciada. É legal pensar em um modelo que dê um charme extra ao visual e essa pode ser usada também para substituir a básica, neutra, que combina com todos os looks, com todo o guarda-roupa, em certos momentos necessários. É claro que essa questão de combinar não está ligada a uma regra de casar cores, mas sim juntar peças que conversem e que contem um mesmo tipo de história. Vale lembrar que aquela regrinha da bolsa combinando com o sapato e cinto já ficou para trás… lá atrás. E a outra bolsa, a terceira, deve ser aquela para jantares e afins. O modelo deve ser pequeno, com espaço para celular, documentos, chave de carro e o que mais for essencial naquela noite. Os detalhes vão variar de acordo com seu estilo pessoal, com sua identidade visual, mas é fato que um modelo de cor neutra, como o preto, ou o cru ou cobre, vai conversar super bem com metalizados variados e looks diversos.
Mais do que isso, duas, três, ou quatro bolsas, começa a ser um pouco de frivolidade, mas, em se tratando de moda, tudo é… e não podemos julgar ou pensar mal. Vale cuidar apenas para que essa busca por variedade não se transforme em compulsão ou consumismo louco, quando novas aquisições se transformam em dívidas ou viram razão para abrir mão de outras coisas importantes na vida, como alimentação, saúde ou educação. Esse pensamento das bolsas, essa continha da necessidade x quantidade, acaba valendo para todos os outros itens – de calçados à jeans, de A à Z. Comprar e comprar, por comprar, não preenche espaços, sejam eles físicos ou emocionais.
Agora, quer uma vibe legal?! Essa propaganda da Longchamp, “Oh! My bag” é super alto astral e divertida. =)
maio 13, 2012 | Nenhum comentário
Em editorial do FashionGoneRogue a inspiração para apostar em makes repletas de tom pastel em contraste com peças metalizadas, com muito brilho.
Super interessante a junção de sombra verde, bem discreta (claro) com batom rosa, sem brilho. Nesses casos, de junções mais ousadas, qualquer detalhe a mais pode deixar o visual exagerado.
posts relacionadosmaio 11, 2012 | Nenhum comentário
Minha mãe me ensinou que o ato diário do vestir guarda suas surpresas, guarda seus momentos especiais. Lembro como se fosse hoje que há mais de duas décadas atrás ela já me dizia que algumas peças deveriam ser guardadas para um momento especial, que deveriam ser usadas na missa de domingo, no jantar de sábado, na festinha de aniversário de alguma amiga, na apresentação de piano. Aprendi, então, que o guarda-roupa deve ter seus segredos, seus looks cheios de magia perfeitos para um momento específico no qual queremos, ou precisamos, chamar mais atenção do que o habitual. Aprendi, também, sobre a importância de manter o guarda-roupa organizado, com as peças bem divididas entre cabides e gavetas, prateleiras e vazios. Assim, consegui manter tudo sempre super organizado, arrumado de acordo com o uso ou utilidade, e apliquei isso na minha vida. Devido ao amparo da minha mãe, aproveitei ao máximo minha infância, não apenas pelas brincadeiras ou jogos, aulas e descobertas; consegui curtir muito a parte visual e estética de ser criança, das roupas que passam longe da sensualidade, ds sapatos sem salto, das maquiagens e hábitos de adulto distantes da minha escrivaninha repleta de lápis de cor e brinquedos. Assim, vibrei ao ganhar minha primeira sandália com salto, aos 12 anos, ou quando comprei, por escolha própria, uma calça amarela super chamativa, impossível de combinar. E assim foi também quando ela me ensinou sobre a importância das peças clássicas, e me deu um blazer preto, que uso até hoje, para acompanhar meus looks de festas de 15 anos. Decobri sobre a importância de viver cada fase, de dar tempo a cada momento especial e, acima de tudo, sobre a força de uma compra nova que, por mais últil que seja, por mais ligada que esteja na necessidade, pode sim carregar bons pensamentos e, acima de tudo, boas memórias. E até hoje é ela que me alerta sobre um vestido curto demais, uma camisa amassada, um corte de cabelo infeliz ou uma peça de roupa que se destaca entre as outras do meu guarda-roupa. Assim, obrigada por tudo, mãe… por me ensinar que bom senso vale bem mais do que bom gosto.
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