Me deixa ir com você

janeiro 25, 2012 | Nenhum comentário

Não há motivo para desistir se ainda há um fio de vontade pedindo para ficar

Aprendi a não desistir, a não abaixar a cabeça a cada resposta negativa, a cada dificuldade que aparece pelo caminho. Desistir é fácil demais e devo dizer que coisas fáceis não são as mais interessantes. Por vezes, é melhor seguir firme na tempestade, com a cabeça erguida, com vontade de sair viva, ainda que molhada, encharcada, com a sensação de que partimos de um ponto e chegamos a outro. A chuva, aliás, revigora e trás um espírito novo, uma sensação de que tudo foi muito bem feito, ainda que a paisagem tenha mudado. Entre muitas opções que nos são oferecidas pela vida nem sempre as que mais nos encantam são as mais simples, as que estão ali ao nosso alcance. Por vezes, é o desafio que faz o coração bater mais forte. No entanto, querer nem sempre é o suficiente. Acontece que quando há um outro lado envolvido, há também uma outra história, com outras vontades, com outras desejos, com outras motivações. E, se essas não batem, não há como lutar. A tentativa é válida, a busca pelo resgate, pelo reencontro, e não há nunca uma mínima certeza de que algo irá se realizar. Há de ter paciência e serenidade para aceitar a hora do fim ou mesmo a hora de seguir em frente. Enquanto essa hora não chega, ou enquanto ainda há um fio de esperança, podemos nos dedicar completamente ao que ainda existe. Porque são muitos os momentos difíceis e se os bons são realmente bons, podem servir como inspiração para se manter firme, seguindo em frente. Ninguém disse que seria fácil, que seria simples, mas a vida disse que pode sim valer a pena. Em se tratando de amor, tudo vale. Em se tratando de paixão, seja por quem for (pelo que for) todo esforço é digno de admiração.

Aceitar os próprios erros, tentar crescer com eles. Aceitar, também, que só podemos mudar o que somos e que não podemos mudar a opinião e os sentimentos alheios, estes que guardam sim seus mistérios, suas decepções, suas novas paixões (ainda que tentamos fingir que não). Mesmo assim, não dá pra desistir e dizer “vá em frente”. O melhor, se é esse o desejo de ambas as partes, é dizer “vá em frente e me deixe ir com você, ao seu lado”.

After all… I’m just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her…

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Saia: nem curta, nem longa

janeiro 24, 2012 | 1 comentário

Peça clássica no guarda-roupa feminino, a saia com comprimento na altura dos joelhos é curinga

Nem curta e nem longa, a saia de comprimento mediano, que morre próxima a linha dos joelhos, é extremamente interessante. Isso se dá por sua versatilidade, já que ela é útil tanto para o lazer quanto para o trabalho. Por não mostrar demais, a peça serve como referência para mulheres de todas as idades e ganha um tom mais despojado (jovial) ou sério (maduro) dependendo dos complementos.

A silhueta será valorizada pelos complementos, que serão responsáveis por marcar ou disfarçar certas linhas da silhueta. Para um look mais jovial, despojado, as saias (sejam pliassadas, com pregas, recortes, volume ou estampa) podem ser combinadas a camisetas sequinhas, com mensagens ou estampas diversas. A combinação da saia na altura dos joelhos com camisa, por sua vez, vai enviar uma mensagem mais séria, mais fechada, e por isso mais elegante. As regatas, de seda ou de qualquer outro tecido, são limpas o suficiente para permitir o uso da terceira peça ou mesmo um leve excesso nos acessórios.

Falando em comprimento, poucos centímetros fazem toda a diferença Para as mulheres que querem alongar as pernas vale apostar na peça com a cintura um pouco mais alta, enquanto a cintura um pouco mais baixa (ou mesmo uma peça na porção superior de comprimento alongado, até a linha do quadril) cria a sensação de um tronco mais longo. São essas brincadeiras que mudam o resultado final do look.

Assim, coxas grossas, ou cheinhas, pedem por saias que ligeiramente cubram os joelhos, enquanto as silhuetas mais retas podem ser valorizadas por peças um pouco mais volumosas, amplas. É a velha história de volume na parte mais fininha da silhueta e peças secas na parte mais cheinha. Pronto.

Por fim, a dica final e derradeira chega aos pés. Mulheres mais esguias, magrinhas, altas, podem brincar com sapatos com tiras que peguem nos tornozelos ou mesmo modelos abotinados, sem que isso encurte a panturrilha e achate a silhueta. Porém, em caso contrário, vale apostar nos sapatos de tom neutro, gáspea aberta ou mesmo nos modelos com tiras delicadas, finas e algum salto para assim alongar as pernas e afinar visualmente o corpo. Trata-se de um clássico no guarda-roupa feminino que deve ser pensado, em detalhes e aplicações, de acordo com o estilo pessoal e as necessidades da silhueta de quem usa.

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Como uma folha de papel manteiga

janeiro 23, 2012 | 1 comentário

Relacionamentos são frágeis como uma folha de papel manteiga, delicada ao extremo que se rasga com qualquer movimento um pouco mais brusco, com qualquer deslize. Uma vez que a folha se rasga, é difícil reparar – quando não impossível. Fazer remendos é a solução mais simples, no entanto a saída, quase que urgente, deixa marcas visíveis que tiram muito da beleza e do encantamento da folha que uma vez foi perfeita. Ainda assim, é o que acontece.

Os estragos acontecem com o tempo, aparecem com aquilo que faz parte do dia-a-dia, entre deslizes que tentamos ignorar – ainda que sabendo da possibilidade. Não são todos aqueles que cuidam ao extremo do que tem, que guardam com cuidado, que zelam… que dão carinho e atenção. As vezes, pela simples emoção de ver o que acontece, a folha é deixada próxima a copos de água, ao lado de uma janela aberta, como se a tentação ao desastre fosse grande demais para resistir. São os amigos que esquecemos, os colegas que respondemos com falta de educação, os familiares que ignoramos ou os amores que substituimos por relacionamentos passageiros. Falhas, tão óbvias, tão ridículas, que cometemos dia após dia.

Ainda assim, os detalhes sobre como os relacionamentos se “rasgam” não importam tanto. O que vale é dar um tempo, medir estragos, investir em algo novo ou mesmo deixar que as coisas voltem ao seu lugar. Talvez isso aconteça com uma substituição, colocando no lugar algo que tenha a mesma função, a mesma textura, a mesma utilidade… que seja a mesma, mas renovada, caso os cuidados sejam aqueles devidos, esperados. Erros, falhas, acontecem… as marcas nunca desaparecem, nunca serão esquecidas, mas podem ser colocadas em segundo plano – sem desejo de vingança, saída que nada resolve. Basta saber se vale a pena. Basta se amar mais e fazer suas próprias escolhas, sempre de olho no que o mundo tem para lhe oferecer.

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Chuva de Imagens

janeiro 21, 2012 | 2 comentários

Inspiração nunca cansa e imagens legais nunca são demais

Falando em ousadia, em sair da zona de conforto, existem algumas (muitas) opções para tal. Não é preciso fazer algo de super chamativo, de extremamente absurdo para ter um visual um pouco mais moderno. Com pouco é fácil conseguir muito.

Misturas de cores próximas, que nem precisam ser avaliadas como blocos de cor, entram como uma possibilidade. Vermelho com rosa, azul com roxo, verde com azul… todas essas junções saem de uma mesma casa, de uma mesma fonte. Assim, a brincadeira com cores, em modelagens limpas, é uma boa escolha.

A mistura de estampas, ou estampas com textura, volta a aparecer. Aqui a ideia é um padrão chamativo, marcante, em contraste com acessórios (seja cinto ou pulsseiras) também marcantes, que sobressaem.

No mais, detalhes que por alguma razão funcionam. A calça curta com sapato vermelho é um charme. A camisa de póa com saia de estampa floral agigantada, e sapatilha amarela, é bem legal. Ponto também para o mix de bicho com listras, ou a brincadeira entre calça com bolsos e bota na porção inferior combinada a blazer e regata na porção superior (casual x chique). Legal, não? Mais legal é aplicar isso na vida e tirar máximo proveito do que há no guarda-roupa.

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Por um guarda-roupa mais criativo

janeiro 18, 2012 | 2 comentários

Algumas vezes o que falta ao guarda-roupa não são roupas, mas sim criatividade

A decisão de abrir mão de certas peças do guarda-roupa é muito difícil e delicada. Muitas vezes o desapego não é a solução para problemas ou incômodos que prejudicam a rotina diária, e necessária, do vestir. Bem além da ideia de abrir espaço entre roupas realmente importantes, que são usadas, há também dois outros pontos que dificultam a limpeza no guarda-roupa. Há a questão do forte caráter emocional que certas peças guardam e também o alto investimento que foi dedicado as roupas. Quebrar essa barreira do emocional e financeiro é muito importante, mas por vezes não é o único ponto indicado ou a única saída. As vezes as roupas não são mais utéis por outras razões; entre essas, existem muitas que estão em ótimo estado e que podem ser aproveitadas com um pouco mais de criatividade ao sair do padrão utilizado dia após dia ao brincar com looks diferentes, ideias novas em meio ao uso viciado de determinadas composições.

Para todas essas possibilidades de falhas ou dificuldades ao vestir existe algum tipo de solução. Basta, antes de tudo, descobrir e interpretar qual o problema. Em caso de pouca criatividade pode-se pensar em “atacar” primeiro a fonte de informações, enriquecendo a bagagem visual com referências e inspirações mil. Pouca criatividade não é um problema difícil de ser solucionado, mas para tal é necessário quebrar a barreira que limita a construção de ideias novas e interpretações variadas. Trata-se de ousar, de ir além, de ter um pouco de coragem para tentar algo novo.

E onde estão essas inspirações? Estão em todos os lugares. Mas, para quem ainda não está treinado para coletar referências visuais vale apostar em revistas, sites e blogs repletos de looks e ideias. O cinema também é uma excelente referência, cheio de personagens que, por vezes, parecem trazer exatamente o que gostariamos de ter como visual. A construção de um book de referências, seja ele virtual ou material, é a porta para um novo momento, com novas ideias e mais coragem para ir além.

Um exercício interessante e simples é o de recortar, colecionar ou reunir imagens de looks, peças ou mesmo combinações de cores que fazem seus olhos saltarem, que atraem a sua atenção. Em um primeiro momento essas ideias podem até parecer improváveis para você, mas se eu olhar ficou preso naquela imagem por alguns instantes é porque de fato há algo nela que lhe tocou. Na hora de aplicar as referências o receio de ser mal visto, ou de se sentir mal, pode ser uma barreira para sair da zona de conforto (tão prejudicial em todas as esferas da vida). Por isso, é bom agir com coragem e experimentar sem medo, sem timidez, e sem o ato falho de se deixar levar pela insegurança e correr de volta para o guarda-roupa e vestir aquela roupa batida que nada lhe acrescenta.

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