Conversinha Fashion
26 agosto 2016
Minha viagem ao Peru: obrigada Pachamama

Não sou uma blogueira de viagem. Muito menos uma especialista no assunto. Sou, assim como muitos, uma pessoa que ama viajar e que gosta de compartilhar suas experiências com outras pessoas. E que, também, curte resolver tudo por conta própria.

Foi com curiosidade, paciência, tropeços e disposição para aprender mais sobre outras culturas que aprendi a organizar as minhas própria viagens. Uma dessas experiências, talvez a mais gratificante, foi a de planejar uma viagem para o Vale Sagrado.

Machu Picchu

Tenho muitos lugares na minha lista de viagens dos sonhos. Mas, Machu Picchu só entrou nessa nada pequena lista quando conheci o Peru. Em 2011 viajei para o país quase que por acaso. Pela combinação de um feriadão com uma promoção CVC. Pagamos e fomos para Lima. E só. Sem conhecer nada sobre o país chegamos a um lugar que me deu de presente comidas maravilhosas, pessoas gentis e um novo mundo para ser explorado. Fiquei obcecada pela cultura Inca após uma visita a Huaca Pucllana. Queria saber mais! Mas, não dava. Foi nessa viagem que a vida me apresentou, também, o Pisco, o chef Gastón Acurio e o sabor inesquecível de um bom ceviche peruano.

Então, 2015 foi o ano. Passei praticamente um ano sonhando com o Peru. Queria conhecer tudo, de Machu Picchu às Linhas de Nazca. Mas, a vida é feita de escolhas. E seria preciso abrir mão de algumas coisas. Não foi a hora ainda de conhecer, por exemplo, Puno e Arequipa. Teríamos 12 dias de viagem, sendo 10 no Peru. Saindo de Belo Horizonte, a viagem não leva menos que um dia. É preciso fazer uma conexão, o que deixa o processo muito mais longo do que acontece saindo de São Paulo, por exemplo.

Apesar de já conhecer Lima bem eu queria fazer tudo de novo! Todos os passeios, principalmente porque estava com o meu marido que ainda não conhecia o país. Devo dizer, primeiro, que uma semana antes da viagem – com todos os passeios comprados, hotéis pagos, etc, tivemos uma surpresa com a Decolar que repentinamente bloqueou nossas passagens (da Tam). Depois de muito desespero (e horas ao telefone) conseguimos embarcar. Foi preciso não só reclamar, como ameaçar, reclamar com a Tam, surtar em todas as redes sociais, daquele jeito… Entrei em pânico. O que, ao fim, nos deixou um importante ensinamento: não compre nada pela Decolar.

“Stop worrying about the potholes in the road and celebrate the journey” Fitzhugh Mullan

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24 agosto 2016
Solução para gavetas desorganizadas

Não há boa seleção de peças que resista ao danos da bagunça. Quando nossas coisas estão acumuladas e avacalhadas acabamos repetindo sempre as mesmas peças, esquecemos itens importantes e nos perdemos entre roupas e complementos amassados e embolados.

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Mesmo quando temos pouco, ou o suficiente, pode ser difícil deixar tudo alinhado e bem dividido. Principalmente quanto as peças são pequenas e delicadas – como lingeries e meias. Mas, nem tudo está perdido. Organizadores ou divisórias de gavetas surgem como boa saída para resolver, de vez, o problema. 

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Existem vários sites que disponibilizam tais divisórias de gavetas – em inúmeras versões, tamanhos, e estilos (veja aqui!). Mas, é possível até mesmo fazer uma versão caseira, em papel rígido. Seja qual for a saída, dá para melhorar a organização dividindo as peças – também – em cores, estilos e funções. Com pouco tempo, a regra de divisão acaba sendo assimilada e tanto o aproveitamento de tudo o que se tem, quando a posterior arrumação, transformam-se em parte natural da rotina.

 

22 agosto 2016
Combinação preto e branco: cores que marcam

Cores opostas, preto e branco combinados conseguem transmitir equilíbrio e são boa saída para quem quer jogar com o tal ‘mostrar e esconder’ que as cores permitem. Enquanto uma cor escura, profunda, ajuda a tirar o foco da região, o branco leva o olhar e ilumina a porção da silhueta. O que, também, pode ser manipulado por meio da combinação de modelagens adequadas à cada necessidade. Cabe ter um olhar esperto para dosar o que, e como, fazer.

preto e branco

Além da questão das proporções, do equilíbrio, do jogo de formas, há o significado do preto e branco como cores. Combinados, preto e branco trazem hoje uma imagem elegante, atemporal e madura.

Dá para pensar, também, no preto e branco como forma de exaltar as características de roupas bem cortadas, feitas em tecidos de alta qualidade. Já que cores lisas e marcantes tendem a revelar cada detalhe da construção de uma peça.

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Para resumir: ao usar preto com branco, prefira o branco na porção que você quer destacar e deixe o preto para a porção que você deseja disfarçar ou amenizar. Como assim? Então. Se você sente que seu quadril é mais largo e pesado que os ombros, e quer equilibrar o peso visual, dá para usar uma blusa branca com uma saia preta. Mas isso é regra? Claro que não! Se você gostar do seu quadril avantajado, super curvilíneo e feminino, trabalhe com uma bela e estruturada calça branca e uma camisa preta. Fica incrível. Tudo vai depender, também, da modelagem de cada peça, que é o ponto primordial na seleção das peças do guarda-roupa.

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Mas não é só isso. Presente em estampas e padrões geométricos, o preto e branco fica muito mais divertido e moderno. Perde a seriedade tradicional do mix de cores, em si. Sua essência, no entanto, faz com que a escolha siga elegante, ainda que ousada. Da-lhe padrões geométricos.

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É o que vemos em peças de modelagem tradicional, clássica e atemporal, que ficam atuais ao receber estampas do tipo listras, poás (as bolinhas), ou variados tipos de xadrez. Para completar, dá até mesmo para salpicar outras peças em tons vivos, ou complementos em cores contrastantes – como o sempre incrível mix de branco, preto com vermelho.

19 agosto 2016
Muito além do pretinho básico: guarda-roupa real

O tal pretinho básico é quase uma unanimidade, mas não precisa ser, por regra, uma obrigação em todos os guarda-roupas. Na verdade, o significado do vestido preto que todos ‘precisam ter’ pode ir muito além da cor e da forma, em si. Pode-se encarar o ‘little black dress’ como um vestidinho perfeito que te serve em todas as mais variadas ocasiões.

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E o ‘vestidinho preto básico’ precisa ser, por regra, preto? Claro que não. Pode ser em qualquer outra cor neutra, ou na sua cor predileta. É aquela peça que combina com vários tipo de acessórios e complementos e que é utilizada em inúmeras ocasiões.

A figura do ‘little black dress’ não precisa ficar limitada à uma modelagem reta, seca, e um tom único. Afinal, somos nós que estabelecemos as regras do nosso guarda-roupa. Da forma que nos for melhor.
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Para saber qual o seu vestidinho perfeito, vale pensar na modelagem que mais favorece as suas curvas e, claro, o tipo de cor que destaca os seus pontos fortes.

Algumas modelagens, no entanto, são mais versáveis e funcionam melhor em determinada silhuetas. A evasê, por exemplo, é ótima para quem ter quadril avantajado; já o modelo envelope auxilia no destaque das curvas e das formas; o corte reto é valorizado por uma modelagem igualmente reta, com ombros em destaque; já um caprichado decote em V no vestido salienta as formas de quem tem mais peso visual na porção superior.

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Quando alimentamos o nosso guarda-roupa com os nossos básicos, os nossos essenciais, ganhamos tempo no ato diário do vestir. Tudo fica mais simples. E ganhamos autoestima e confiança ao ter boas e marcantes opções ao nosso dispor.
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Ao pensar no seu vestidinho preto básico, vá além do que te disseram ser perfeito. Pode ser rosa, amarelo, branco ou verde, alongado ou largo, justo ou curtíssimo. Tanto faz. O que importa é que seja incrível, para você. E que te socorra quando você se sentir perdida, com pressa ou sem vontade de inventar moda.

17 agosto 2016
Sobre viver, na prática, o desapego #VidaReal

Ser desapegado é mais que uma escolha, é um estilo de vida. Questão de alinhar prioridades e abrir espaço físico e mental para o novo. De optar pelo que ainda é útil, funciona e é bom para você.

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Por vezes, abrir mão de algumas peças do guarda-roupa requer mais que vontade e esforço. É preciso coragem e motivação. O desapego pode ser motivado tanto pela necessidade de liberar espaço entre os cabides, quanto pelo acúmulo desastroso de itens que já não combinam com sua vida, com seu corpo… roupas que não contam a SUA história.

O apego não é mal em si… mas pode ficar reservado ao que tem real importância, tudo o que não é material. E tudo é substituível. Principalmente o velho que pode dar lugar ao novo, mais atual e bem mais adequado.

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Mas, quais razões podem motivar o desapego?

1. A roupa não serve mais, que triste. Se ela não cabe, por estar grande ou pequena, vale tirar esse peso emocional da sua vista. Ficar guardando uma roupa que não é utilizada, por mero capricho ou sonho, é o mesmo que alimentar o monstrinho do desgaste psicológico. Dia após dia você se depara com aquela roupa e lembra que um dia você ficava super bem nela… mas, são águas passadas. Corra para a primeira loja que você gosta, compre algo que lhe sirva bem, e comece a analisar quais seus objetivos futuros: continuar com a silhueta atual ou planejar uma perda de peso, ganho de curvas, ou o que for lhe fazer feliz.

2. Livre-se do excesso fazendo uma boa ação e passe para alguém que vá usar com mais entusiamo aquelas roupas que você já não gosta mais. Aquelas gavetas lotadas, nas quais você não encontra nada do que precisa, podem se transformar em gavetas com poucas peças incríveis! Os cabides atolados de roupas, escondendo peças por baixo de peças, também podem ser esquecidos. Assim como as portas de guarda-roupa que quase não fecham, com peças que têm até mesmo etiqueta. Qual a necessidade de tudo isso? Nenhuma. Não é que precisamos de pouco; a questão é que precisamos do que é suficiente.

Simples, não? Mais que simples é possível! São dois pequenos detalhes que, de maneira mais que incrível, mudam e melhoram a vida de qualquer pessoa. Viver sem exageros é uma arte. E por meio dela  passamos a curtir mais o que realmente importa. Até a compra passa a ter mais valor, passa a ter um significado maior, mais divertido, que acrescenta mais. Se você faz novas aquisições todos os dias, ou toda semana, isso acaba se transformando em rotina e não mais em algo que lhe faz suspirar. Aquele brilho nos olhos pela roupa nova! Ou então as compras são tantas que ficamos sempre com o peso na consciência de não conseguir, nunca, usar tudo o que temos. E aí que a história vira uma bola de neve, porque logo depois você já vai estar sonhando com coisas mais atuais… e então são mais compras, e compras e compras, e gastos sem fim. E onde está o espaço para guardar tudo isso? Caixas? Um depósito? Chega.

Desafio de desapego

– Fique 21 dias sem comprar nada e perceba que sim, você consegue sobreviver

– Comece a anotar de quais peças você sentiu falta durante esse tempo

– Após as três semanas, faça uma limpeza geral no guarda-roupa. Livre-se de roupas velhas

– Separe tudo o que não usa, ou não usou nos últimos dois meses. Foque em roupas do dia-a-dia

– Dê atenção as peças que fazem parte de sua rotina. O que nelas se repete? Por que elas te encantam?

– Faça uma lista completa, porém coesa, de compras futuras. Pense em tudo o que precisa

– Estabeleça um orçamento mensal fixo de gastos com roupas/acessórios e fique firme nele.

– Seja forte

É uma escolha pessoal, pode até ser uma momento. E é quase um estilo de vida ser desapegado, ou nunca se apegar. Sem certos ou errados trata-se até mesmo de uma questão de espaço, possibilidades e prioridades.

Post revisado (publicado originalmente em 8 de agosto de 2011)