20 julho 2016
Confiança no ato diário do vestir

Vestir é parte obrigatória da nossa rotina. Escolher como cobrir a nudez faz com que a gente explore possibilidades dentro da nossa personalidade, em um leque de formas e estilos que dizem mais (ou menos) sobre quem somos e queremos ser. E por mais que nossas roupas sejam fonte de confiança e autoestima, não precisamos, necessariamente, nos produzir ao máximo todos os dias para que a gente se sinta bem. Por vezes, a felicidade está no conforto. A alegria, na simplicidade. Ou a conquista, em sair de casa com menos máscaras e mais cara limpa.

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Nem sempre precisamos da produção máxima para ter em mãos a satisfação. O que de fato temos que ter, em algum grau, é domínio (ou conhecimento) do que nos completa em cada situação. E, a partir disso, saber que tipo de roupa vai nos deixar feliz… qual composição, o nível de maquiagem, a forma de finalizar um look…

Autoestima não está, por regra, em roupas caras, luxuosas e elegantes. Pode estar no básico, no simples, ou no criativo.

Assim como escolhemos o que comer, dentro das nossas vontades; ou decidimos para onde viajar, encarando o que faz nosso coração bater mais forte, selecionamos o que usar. É uma forma de olhar para o guarda-roupa, por meio da qual podemos manipular as peças que ali estão. Variando de acordo com o humor, o momento, o clima ou mesmo a nossa disposição para encarar cada novo dia, decidimos o que nos completa. Nossa confiança passa, sim, pelo ato diário do vestir. E está ligada ao fato de saber o que é o melhor para cada novo despertar.

04 junho 2016
Seja a sua própria cura

 

“Para viver em harmonia na sociedade humana, precisamos encontrar e manter um equilíbrio. Um equilíbrio entre nossas reações imediatas, instintivas, emocionais e as respostas racionais que preservam nossos elos sociais a longo prazo. A inteligência emocional é mais bem expressa quando os dois sistemas – os cérebros cortical e límbico – cooperam constantemente. (…) Esse estado de bem-estar é aquilo a que aspiramos continuamente. É o sinal de harmonia perfeita entre o cérebro emocional, suprindo energia e diretrizes, e o cérebro cognitivo, levando-o à fruição.”

 

Passamos a vida buscando a plenitude. Sofremos por imaginar que a felicidade está em bens materiais, que a cura está apenas, e exclusivamente, na medicina e que a paz está na riqueza ou no sucesso. No entanto, a idade e a maturidade mostram o valor imenso das coisas simples e, nos momentos mais inimagináveis, percebemos o quão pequenos somos perante a grandeza do mundo. As respostas para as mais diversas perguntas podem estar na reflexão e no olhar para o que se passa dentro da gente. E, cada vez mais, fica claro o poder do lado emocional no lado físico e a importância da harmonia entre ambos os campos.

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No livro “Curar – o stress, a ansiedade e a depressão sem medicamentos nem psicanálise”, Dr. David Servan-Schreiber fala sobre tratamentos alternativos, a medicina das emoções e também sobre tratamentos para doenças emocionais, que afetam tantas pessoas atualmente. De acordo com ele, nosso corpo naturalmente busca a cura e temos este instinto básico de sobrevivência que coopera para que possamos reagir e dominar nossos pensamentos.

Parar e perceber como a fisiologia do nosso corpo sofre com a parte emocional do nosso cérebro é essencial para lembrar que controlar sintomas não é curar – a cura precisa acontecer de maneira plena para funcionar. O livro passa por várias etapas, até chegar a questão do restabelecimento da coerência por meio de um plano de ação.

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Como chegar ao cérebro emocional e auxiliar no restabelecimento da coerência: Plano de ação

  1. Prática da coerência cardíaca
  2. Dialogue com suas memórias dolorosas
  3. Gerenciar conflitos
  4. Enriquecer relacionamento
  5. Maximize o ômega-3
  6. Consiga “um barato” à base de exercícios
  7. Despertando com o sol
  8. Abra seus meridianos
  9. Busque uma conexão mais ampla

 

Não há uma receita para a cura emocional, da mesma forma que é impossível dar as costas para a medicina tradicional. No entanto é evidente a importância de uma intervenção completa em todos os aspectos para tratar doenças (principalmente) de fundo psicológico. Pensar nos 9 passos da coerência é cuidar da saúde física e mental. É o que passa até mesmo pela nossa atitude em meio ao mundo que vivemos. Daí que a recuperação da autoestima ou o controle do consumismo exagerado, por exemplo, pode ter como resposta este olhar ‘para dentro’ e para coisas não materiais, que desencadeiam compulsões e buscas incansáveis por posses.

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“Relacionamentos emocionais – mesmo nossa relação com os outros em nossa comunidade – têm um enorme componente físico, um impacto direto em nosso bem-estar físico. Esses portais físicos para o cérebro emocional são mais diretos e, com frequência, muito mais poderosos do que o pensamento ou a linguagem verbal.”

 

O Dr. David Servan-Schreiber ainda reforça a importância da interação com outras pessoas para o bem-estar físico. Por isso que conversar e trocar ideias com aqueles que fazem parte do nosso dia-a-dia (entre colegas e amigos) pode ser tão enriquecedor e trazer tamanha sensação de bem estar. “A vida é uma luta. E é uma luta que não vale a pena ser travada se for apenas pelo nosso próprio bem”. Muito além do egoísmo, uma possível saída para a sensação constante de solidão que aflige tantos na era pós-moderna.

03 junho 2016
Somos, todos, influenciadores

Já contei algumas vezes que sou quase uma ativista contra o título de ‘influenciador digital’ que alguns recebem – ou assim se autodenominam. Se fizerem um protesto, estarei lá. Com plaquinhas. Criarei hashtags. Farei camisas, talvez. Nessa onda de ‘digital influencers’ o que me incomoda não é a forma de trabalho, a não indicação dos publieditoriais ou os processos de convencimento. O que me perturba é a ideia de eleger uma fatia da população como mais importante do que outra e realizar uma seleção de seres que tem suas opiniões e modos de viver/pensar mais tocantes do que outros. Disso eu, de fato, não gosto.

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Não somos como cartas de baralho. Nas quais algumas tem mais valor que outras. No baralho da vida todos são iguais… com pesos similares. E cada carta ensina algo, ajuda em algo, toca de alguma maneira. Sei que não sou a única que acredita que na jogatina do dia a dia o mundo funciona sob tais regras… aliás, é assim que escolho quem está comigo.

Vivemos em sociedade. Somos, todos, parte deste universo. Ocupamos nossos lugares em ambientes de trabalho, família, turma de amigos, ou mesmo no nosso bairro, entre tantas outras esferas. Por ser assim, influenciamos tudo o que tocamos, direta ou indiretamente. Mesmo que fossemos, nós, parte de uma comunidade reduzida, com duas ou três pessoas, seríamos importantes. Igualmente importantes. O que seria de um maestro sem músicos?

Estamos, sempre, influenciando alguém. Conectados, influenciamos até por meio de um tweet. Somos, então, influenciadores. Assim como os que se denominam como tal.

Talvez seja um jogo de palavras mal utilizadas.

Seja como for, quando vestimos de determinada maneira, se melhor ou pior, impactamos aqueles que estão próximos a nós. Nossa maneira de agir, de pensar, de reagir ao que acontece, também influencia. O que compramos, comemos, o que dizemos. É, aliás, por isso – e com essas respostas – que escolhemos com quem iremos conviver. O que nos faz, aliás, tirar algumas pessoas da nossa vida por não concordarmos com o que estes entregam ao mundo. Ou mesmo com suas formas de viver.

Eu sou uma influenciadora. Você também é. Mas, nem por isso, precisamos nos nomear como tal. Então… veja-se como uma influenciadora. Encare suas escolhas como parte importante de um todo. Aceite-se como igual – e talvez até melhor – aos que tem milhares (ou milhões) de seguidores. Talvez você não receba caixas e caixas de presente ao final do dia, mas recebe o seu salário… e com ele vive. E não precisa procurar desculpas para exibir algo como forma de gratidão. Você é uma influenciadora natural. Só que vive com sinceridade. De forma pura. Cristalina. Por isso, seja e faça o seu melhor possível. Realize as suas escolhas por você…. pelo que você considera que vai impactar positivamente o mundo. Tento lembrar, todos os dias, de que minhas pequenas ações possuem um grande efeito no mundo. E pra ser uma pessoa boa não preciso de motivo ou desculpa. Preciso só querer. No meu baralho, lembra dele?, sou só mais uma carta… e vocês são outras, tão importantes quanto o Rei ou o Curinga.

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24 maio 2016
Não comprar te deixa mais criativo

Deixe aquela compra de lado. Esqueça a impressão de que você precisa de algo novo para deixar o visual mais variado e interessante. Arrisque-se com misturas e detalhes que trazem novo fôlego ao seu guarda-roupa. Se suas roupas estão adequadas à sua silhueta (e cartela de cores) não há muito com o que se preocupar. Veja que a solução para grande parte da sensação de que você não tem nada para usar estar bem mais perto do que você imagina.

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Sair da zona de conforto: sim! Junções viciadas restringem o guarda-roupa e fazem com que ele seja pouco proveitoso. As peças de roupa nascem livres e de tão livres podem ir bem com várias outras opções. Até as mais trabalhadas (limitadas, por vezes, por uma estampa, textura ou modelagem ousada) podem ser misturadas quando se há coragem para quebrar regras que nós mesmos criamos.

E cada novo look que nasce em um guarda-roupa gera novos ares. É como mudar a decoração da casa. Podemos, sempre, fazer… mas temos preguiça, ficamos acomodados, temos até mesmo um processo de negação no qual fingimos sentir o incômodo com o jeito que as coisas estão. Só que, quer saber? Explorar novas formas de juntar peças é bem mais simples do que mexer com grandes adornos. Basta você, seu guarda-roupa e um espelho! Complemente com uma música alta, a ajuda de uma amiga – ou filha – e vai com tudo.

A felicidade de criar novos looks é mais intensa do que a de levar para casa uma nova sacola. Você vence quando mexe nos seus velhos hábitos… Ganhamos quando conseguimos reviver o que está quase morto.

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24 maio 2016
Quando vi Britney Spears subir ao palco…

 

Pra mim, nem só de shows e tapete vermelho é feita uma premiação musical. Cada evento traz consigo um leque de lembranças. E foi com um misto de alegria e orgulho que vi Britney Spears entrar no palco do Billboard Music Awards 2016 e arrasar. Brit, Britoca. Ela que há 10 anos viveu os seus piores momentos – e virou piada mundial – estabeleceu novas traduções para o que se chama de fundo do poço. Da cabeça raspada ao casamento relâmpago, foi tida como destruída. Mas, não. Isso foi ontem. Britney mostrou que nada é permanente. E que para quem persiste, dias melhores podem acontecer. Ela, aliás, nunca esteve melhor.

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Quando pensamos em dias ruins, em dias difíceis, pensamos nos nossos piores dias. E pode ser que esses sejam, sim, dias complicados. Só que quando olhamos exclusivamente para estes momentos ficamos limitados ao que eles conseguem fazer com a gente: que pode ser ou nos destruir, eliminar a nossa autoestima e confiança, ou servir como preparação para o que pode vir de melhor.

Se, também, ao invés de ficarmos obcecados com o nosso próprio drama olharmos para o que há, de além, no mundo, podemos até mesmo ser gratos pelos pesos que carregamos. O exercício de comparação traz alívio. Tudo bem que os piores dias de Britney Spears são fichinha perto da realidade de muitos outros… mas acompanhamos sua montanha russa. Vimos, ainda que a distância, sua ascensão, queda e, agora, estabilidade.

Tempestades passam, dificuldades vão e vem. Só que o que fazemos nos momentos ruins é que vai determinar como serão os nossos novos dias positivos. Se serão de alegria, ou de desconfiança, com constante medo da reviravolta. Com a passagem do tempo vem a certeza de que nem tudo de ruim fica. Que nem o mal é permanente. E que a reviravolta sempre chega, para quem acredita nela.

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